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Debate na Record tem ataques a Kalil e ausência de Patrus e Roscoe

Debate entre candidatos ao governo de Minas na TV Record tem dobradinha contra Patrus, críticas a Kalil e ausências por internação e estratégia.

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Debate na Record tem ataques a Kalil e ausência de Patrus e Roscoe
Imagem ilustrativa

O debate entre os candidatos ao governo de Minas Gerais promovido pela TV Record, nesta segunda-feira (21/09), teve apenas dois participantes: Gabriel Azevedo (MDB) e o governador Mateus Simões (PSD). Os demais convidados não compareceram, por motivos distintos.

Flávio Roscoe (PL) está internado no Hospital Madre Tereza, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, com quadro de pneumonia, bronquiolite e Covid-19. Segundo sua assessoria, ele apresenta boa evolução e deve continuar o tratamento em casa. Alexandre Kalil (PDT) alegou que os adversários não confirmaram presença e, por isso, também não iria. Patrus Ananias (PT) afirmou que candidatos com chances de chegar ao segundo turno não confirmaram e que, por isso, não participaria. Cleitinho Azevedo (Republicanos) tem dito que só irá ao último debate antes do primeiro turno, organizado pela TV Globo.

Dobradinha contra Patrus e críticas a Kalil

Na primeira pergunta do debate, Gabriel Azevedo questionou Simões sobre a Escola Plural, programa criado por Patrus Ananias quando prefeito de Belo Horizonte (1993-1996). Gabriel perguntou o que Simões achava da proposta de Patrus "de voltar com aquela escola que não ensinava os estudantes, que iam passando de ano sem saber ler e escrever". Simões disse lamentar a ausência do petista e afirmou que, com uma proposta como a de Patrus, não se pode avançar na educação.

Com a ausência de Kalil, Gabriel e Simões aproveitaram para criticar o ex-prefeito da capital por dívidas com o município. Dados da Secretaria Municipal de Fazenda de Belo Horizonte mostram que Kalil tem R$ 12,6 mil em dívida ativa não ajuizada e mais R$ 209,5 mil em dívida ajuizada, referentes à Taxa de Manutenção dos Cemitérios Municipais e ao Imposto Predial e Territorial Urbano. Simões afirmou que "quem não paga nenhuma das suas dívidas é caloteiro". Gabriel citou a situação do caixa do Atlético Mineiro deixada pela gestão de Kalil no clube e sugeriu que, "além de ser caloteiro, Kalil é mentiroso".

Questionado pela reportagem por meio da assessoria, Kalil rebateu as críticas sobre sua atuação como prefeito diante dos temporais que atingiram a capital em 2020. A equipe afirmou que a gestão executou e planejou obras de contenção de enchentes, macrodrenagem e redução dos impactos das chuvas, com investimentos de cerca de R$ 1 bilhão em recursos próprios e financiamentos. Entre as intervenções citadas estão obras na região de Venda Nova, na bacia do Ribeirão Isidoro, na avenida Vilarinho, nos córregos da Lareira e dos Camarões, além de projetos de drenagem para as avenidas Prudente de Moraes, Silva Lobo e Francisco Sá. O candidato ainda criticou a configuração da Câmara Municipal à época, afirmando que muitas outras obras seriam realizadas se a Câmara não tivesse negado empréstimo para a prefeitura executá-las.

Segurança e dívida do Estado

Ainda no debate, Gabriel lembrou que o Palácio Tiradentes não assinou o protocolo contra o feminicídio do governo federal. Em resposta, Simões disse que um aplicativo está em fase de produção para ajudar no combate à violência contra as mulheres, com alerta imediato à vítima e à polícia. O governador também garantiu dois compromissos para a segurança pública: a aprovação da PEC 40, que prevê reajuste anual para a segurança, e a continuidade de concursos para as polícias Militar, Civil e Penal e para o Corpo de Bombeiros.

Sobre a dívida do Estado com a União, estimada em mais de R$ 180 bilhões, Gabriel Azevedo afirmou que o tema deve ser tratado com seriedade e que há uma negociação que permite pagar sem juros. Ele também alertou que a previsão do governo para o ano que vem é gastar mais do que arrecadar, com R$ 7 bilhões a mais do que o caixa disponível.

Escola Plural e desdobramentos

Nesta terça-feira (22/9), Gabriel Azevedo voltou a criticar Patrus Ananias em nova ofensiva sobre a Escola Plural. A campanha do petista divulgou nota afirmando que a intenção de implantar o programa "não condiz com a realidade". Gabriel reagiu com novo comunicado e recuperou uma fala em vídeo feita por Patrus em 19 de setembro, durante encontro com professores, na qual o petista afirmou que queria "retomar esse diálogo" sobre os princípios da Escola Plural caso fosse eleito governador de Minas. Gabriel questionou o que classificou como "terceirização" das explicações da campanha petista.

O debate da Record foi a sétima oportunidade de confronto direto sem a presença de Patrus Ananias, dentro de um calendário de nove convites analisados pelas campanhas. A repetição das ausências tem sido explorada por Gabriel para questionar a disposição do petista em prestar contas diretamente ao eleitorado.

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