O novo jeito de pagar impostos no Brasil
E O IMPACTO NO VAREJO
A reforma tributária de 2026 unifica impostos no IBS e CBS, com recolhimento automático na venda, prometendo menos burocracia e mais transparência para empresas
Coluna assinada por Daniel Prando Brito, Advogado, especialista em Direito Tributário. O texto reflete a opinião do autor e não representa necessariamente a posição do Na Savassi.

A Reforma Tributária brasileira, que começa a valer em 2026, promete mudar de vez a forma como empresas e consumidores lidam com os impostos.
A principal novidade é a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substituem tributos como ICMS, ISS, PIS e Cofins.
Na prática, tudo será centralizado em um sistema único, recolhido no destino do consumo, e não mais no estado ou município de origem.
Para o comércio varejista, a mudança é significativa.
Hoje, a complexidade do sistema exige cálculos diferenciados de imposto dependendo do produto e da localização da venda.
Hoje, a complexidade do sistema exige cálculos diferenciados de imposto dependendo do produto e da localização da venda.
Com a unificação, haverá um modelo padronizado de alíquota, definido nacionalmente, reduzindo a burocracia e a incerteza tributária.
Isso deve simplificar tanto o planejamento financeiro das empresas quanto a vida do consumidor, que verá os tributos mais transparentes no preço final.
Outro ponto importante é a forma de pagamento dos impostos. O novo sistema prevê que os tributos sejam recolhidos de maneira automática, quando a venda é realizada, por meio de um modelo semelhante a um “sistema de débito em tempo real”.
Assim, o imposto não ficará mais acumulado para pagamento futuro, o que tende a reduzir inadimplência e sonegação.
Para o varejista, isso significa maior controle do fluxo de caixa, já que o valor do imposto será destacado e recolhido de forma imediata.
Na precificação, o impacto será direto: como a cobrança será uniforme e transparente, será mais fácil calcular margens e ajustar preços.
Produtos que hoje sofrem com a guerra fiscal entre estados, por exemplo, tendem a ter preços mais estáveis.
Por outro lado, a alíquota única pode gerar aumento no valor de alguns itens, já que benefícios e isenções locais deixarão de existir.
No fim das contas, a Reforma Tributária traz uma promessa: menos burocracia e mais clareza na relação entre empresas, consumidores e governo.
Para o comércio varejista, o desafio será se adaptar rapidamente ao novo sistema, aproveitando a simplificação para oferecer preços mais competitivos e uma experiência de compra mais transparente ao consumidor.
Mais do que uma alteração conceitual, estamos diante de uma mudança operacional profunda: o imposto deixa de ser apenas apurado e passa a ser retido diretamente no momento do pagamento.
O profissional fiscal precisará atuar muito mais próximo do fluxo de caixa do que apenas das notas fiscais.
Não é só uma reforma tributária.
É uma reforma de processos.
A pergunta que fica:
Você, comerciante, está por dentro das mudanças que a reforma tributária vai trazer para a sua vida?
A pergunta que fica:
Você, comerciante, está por dentro das mudanças que a reforma tributária vai trazer para a sua vida?
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