BH, 29 de outubro de 2026
Quinta-feira, 21:32
BH agora: 20°C

Faz Sentido pra você?

Coluna assinada por Rozeli de Fátima Dutra, Locutora profissional e pesquisadora da voz. O texto reflete a opinião do autor e não representa necessariamente a posição do Na Savassi.
Faz Sentido pra você?
Imagem ilustrativa Na Savassi/IA
A Coluna Cultura & Sentido nasce da certeza de que somos seres culturais, portanto, impactamos a cultura e ela nos impacta profunda e verdadeiramente. Aqui falamos da manifestação e do sentido da cultura em nós, em nossa gente. Gente pioneira, conhecida e consagrada no ambiente cultural e artístico, ou, porque sim e sim, a desconhecida Maria e o João, fazedores de arte, arteiros do seu bairro, da esquina de qualquer rua, que você encontra no ônibus, nos sinais de trânsito, no bar ou no trabalho vendendo arte, sorriso e levando alegria. De um lado a arte e o sorriso; de outro, as contas e as incertezas.

Se você teve um olhar humano para a cultura a partir do que leu até agora, faz sentido. É sobre cultura humana, ou humanizada, que queremos dialogar e refletir por aqui. O desejo primordial é que todos os refletores cênicos se voltem para as pessoas, para os sentimentos e para a sensibilidade que atravessam a nossa cidade e arredores e pulsam em suas tradições. Isso nos interessa, isso faz sentido. Faz sentido para você?

Já quanto ao sonho, é de cultura em transformação e desenvolvimento humano. Que a cultura e a arte possam se manifestar de forma iluminada, bela, livre, digna e íntegra. E que, assim, promovam reflexão, autoconhecimento, sensibilidade e a dignidade de ser, viver, acontecer, compartilhar, socializar e amar.

Você é convidado a viver conosco esta experiência humana de sensibilidade artística e cultural da vida em Belo Horizonte e região.

Mas, afinal, o que é cultura no nosso dia a dia?

A cultura é um fenômeno do grupo. A cultura de um coletivo representa suas características únicas, que incluem comportamentos observáveis, normas, valores e crenças. Cada grupo, cada sociedade, cada país tem a sua forma própria de viver e de se comunicar, de forma artística ou não. E eu me atreveria a dizer que quase sempre isso se dá de forma artística, já que vejo uma cena em cada movimento de um indivíduo ou de um grupo. O ser humano e o seu viver, por si só, já representam uma manifestação cênica e cultural, independentemente do espaço que esteja ocupando, seja ele digno, privilegiado com abundância de recursos em zonas nobres, ou um espaço com ausência de dignidade, como muitas vezes nos deparamos nas esquinas de nossa cidade ou pelo mundo afora.

Em meio à desigualdade social, encontramos uma diversidade muito grande de manifestações culturais. A desigualdade jamais deve ser vista como algo enriquecedor para a cultura, qualquer pessoa com sensibilidade percebe a sua desumanidade. Ainda assim, mesmo diante das adversidades, a expressão cultural não se cala: ela segue viva, pulsando como força, esperança e identidade. Considerando que a cultura de um grupo é o conjunto de características únicas que distingue seus membros, ninguém pode ficar de fora quando o assunto é cultura. Caso contrário, perdemos muito, correndo até mesmo o risco de deixar de Ser, Fazer, Expressar e Viver, como indivíduo e como grupo.

Assim, este espaço de fazer e de manifestar o sentimento de cultura e arte precisa ser preservado e garantido a todos, independentemente de sua origem. A coluna Cultura & Sentido se sensibiliza com isso e deseja que o leitor olhe para dentro, encontre sentido na própria jornada e cultive a sua própria sensibilidade artística e cultural. Cada povo e cada indivíduo tem a sua própria forma de fazer arte e de se manifestar; não há povos nem pessoas sem cultura.

E como me dou conta de que sou um ser cultural?

Encontrando-me! Olhando para o lado, para dentro e para as pequenas escolhas. A cultura não está apenas nos grandes teatros ou nos livros didáticos; ela vive no ritmo das suas conversas, na música que você escolhe para o caminho do trabalho e na sensibilidade de notar a arte na esquina. Acreditar no poder da arte é entender que você também pode ser criador.

E, me dando conta desta realidade, eu me encontro de forma muito natural com este ser cultural que sou, dotado de memórias e de modos de me refazer, baseados nos aprendizados da minha experiência humana, planejada ou vivida espontaneamente. Nosso corpo tem registros, somos artisticamente trajetos com células sábias que nos levam a recorrer à nossa essência, à nossa beleza e à nossa luz própria, que nos faz reencontrar caminhos ou abrir novos rumos.

Comece pelo que você mais ama. Tenha coragem! A sua capacidade interna de criar está aí dentro de você, na sua essência, sempre esteve. Será um encontro com a luz e, por que não acreditar, um encontro de cura. Vá passo a passo: cantar no chuveiro, ir a uma feira local, escrever um verso, apoiar o artista de rua, fazer uma aula de teatro...

Lembre-se: somos seres culturais! E perdidos nunca permanecemos.

É uma alegria ter você por aqui. Seja muito bem-vindo! Nos vemos em breve para continuar fazendo sentido.

------------------

A voz é uma das artes que me cura — e é nela que sempre me encontro. Conheça as meditações guiadas no https://www.youtube.com/@despertarvocalis
e conte comigo para locução profissional (comercial, e-learning, institucional e narrações). Contato: [email protected]

Compartilhar: WhatsApp Facebook X LinkedIn
Leia também