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Justiça aceita denúncia contra acusado de matar policial penal em hospital de BH

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Justiça aceita denúncia contra acusado de matar policial penal em hospital de BH
Imagem ilustrativa Na Savassi/IA

A Justiça de Minas Gerais aceitou nesta quarta-feira (4/11) a denúncia do Ministério Público contra o homem acusado de matar um policial penal durante uma escolta no Hospital Luxemburgo, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Com o recebimento da denúncia, ele passa a responder como réu por homicídio duplamente qualificado e falsa identidade. O crime ocorreu na madrugada de 3 de agosto de 2025.

Como ocorreu o crime

O policial penal fazia a vigilância e a custódia do acusado, que estava internado no hospital desde 27 de julho de 2025. Por volta das 2h16, os dois estavam no quarto 517 da unidade de saúde quando, conforme a denúncia, o suspeito iniciou uma luta corporal com o agente e conseguiu tomar sua arma de fogo. Ele teria efetuado disparos contra a região do tórax do policial, que chegou a receber atendimento da equipe médica, mas não resistiu aos ferimentos.

Após o homicídio, segundo a acusação, o suspeito retirou do local pertences funcionais do policial, incluindo uniforme, colete balístico e uma bolsa com armas de fogo, carregadores e munições. Ele teria lavado as mãos ensanguentadas e deixado o hospital vestindo a farda da vítima. Já fora da unidade, teria se apresentado como policial penal a terceiros para facilitar a fuga. Uma mulher que acreditou estar diante de um agente de segurança pública solicitou uma corrida por aplicativo.

Prisão em flagrante

A fuga foi interrompida durante uma abordagem da Polícia Militar. O motorista do carro de aplicativo obedeceu a uma ordem de parada dos policiais, que encontraram o suspeito ainda com o uniforme da Polícia Penal e em posse das armas, dos carregadores e das munições retiradas da vítima. Ele foi preso em flagrante.

Qualificadoras e próximos passos

O Ministério Público denunciou o acusado por homicídio qualificado com duas qualificadoras: emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e crime contra integrante do sistema prisional no exercício da função. A acusação sustenta que o policial foi surpreendido durante o serviço de custódia, sem condições adequadas de reação. Além do homicídio, ele também responde por falsa identidade, por ter atribuído a si a condição de policial penal para facilitar a fuga. Os dois crimes foram denunciados em concurso material, quando as penas podem ser somadas.

A denúncia foi assinada em 27 de outubro e recebida pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri de Belo Horizonte, que considerou que a acusação atende aos requisitos legais e que há elementos suficientes, nesta fase processual, para dar início à ação penal. O réu deverá ser citado para apresentar resposta à acusação no prazo de dez dias. O processo seguirá com a instrução, incluindo a produção de provas, a oitiva de testemunhas e o interrogatório do acusado. Ao final dessa etapa, caberá à Justiça decidir se ele será pronunciado e levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. A decisão que recebeu a denúncia não representa condenação: o acusado ainda terá direito à defesa e à produção de provas ao longo do processo.

Um outro policial penal que abandonou o posto de trabalho momentos antes da morte do colega no hospital se apresentou à Corregedoria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública dias após o crime, em agosto de 2025.

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Bairros nesta matéria: Luxemburgo

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