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Lula defende mandato para ministros do STF e reforma política em entrevista

Em entrevista no domingo (27), presidente defendeu mandato para ministros do STF, criticou orçamento secreto e propôs reforma política.

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Lula defende mandato para ministros do STF e reforma política em entrevista
Imagem ilustrativa Na Savassi/IA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, em entrevista veiculada no domingo (27), mudanças na forma de indicação e no tempo de permanência dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente também abordou a polarização política e criticou o chamado orçamento secreto e os fundos partidário e eleitoral.

Mandato e conselho para indicação de ministros

Lula afirmou que os ministros do STF deveriam ter mandatos e ser indicados apenas após passarem por um crivo de um conselho que incluiria juristas e membros da sociedade civil. Segundo o presidente, a escolha não pode ficar restrita ao ocupante do Palácio do Planalto.

O presidente declarou que, se os ministros forem considerados culpados em investigações, precisarão ser punidos. A declaração foi dada em meio à maior crise da história do STF, após investigação sobre o Banco Master revelar vínculos estreitos entre o ex-dono da instituição e ministros da Corte.

Reforma política e críticas ao orçamento

Sobre a polarização política, Lula comparou o cenário atual a um campeonato de futebol em que apenas dois times dominam a competição, com as demais equipes fragilizadas. Para o presidente, essa situação só mudará com uma reforma política que crie partidos sérios, sem dependência de fundo partidário e fundo eleitoral.

Lula criticou os interesses pessoais de deputados e partidos e afirmou que não é sustentável que o Congresso tenha controle de 50% do orçamento do Executivo por meio de emendas parlamentares. O presidente também criticou o orçamento secreto e admitiu que já foi defensor dos fundos partidário e eleitoral no passado, mas afirmou que hoje esses benefícios prejudicam a política.

Ao ser questionado sobre a viabilidade da reforma, que está em pauta há décadas sem ter sido concluída por nenhum presidente, Lula elogiou a contribuição do Congresso em pautas de governança, citando a aprovação do arcabouço fiscal e da PEC da transição como exemplos de colaboração.

Investigações envolvendo filho e ex-assessor

O presidente também comentou as investigações que envolvem seu filho, apontado como beneficiário indireto da ação de uma lobista na busca de contatos políticos para facilitar a venda de um medicamento junto ao governo federal. O caso também envolve o ex-chefe de gabinete do presidente, alvo da Polícia Federal sob suspeita de ter recebido vantagens indevidas para auxiliar a lobista.

Lula afirmou que seu filho está à disposição da Justiça e que não fez nenhum gesto para protegê-lo. O presidente declarou que ambos são inocentes, mas ressaltou que não estão livres da investigação e que cada um deve se defender caso tenha cometido erro.

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