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Carne bovina sobe em BH e diferença de preço entre açougues passa de 136%

Pesquisa aponta alta em quase todos os cortes bovinos na capital; picanha lidera aumento e pode variar de R$ 54,98 a R$ 129,90

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Carne bovina sobe em BH e diferença de preço entre açougues passa de 136%
Imagem ilustrativa Na Savassi/IA

O preço médio da carne bovina subiu em quase todos os cortes em Belo Horizonte ao longo do último mês, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (12/10). O levantamento foi feito entre os dias 5 e 7 de outubro em açougues da capital.

A picanha registrou o maior aumento entre os cortes bovinos, passando de R$ 75,46 para R$ 78,57, alta de 4,1%. Na sequência aparecem músculo (de R$ 38,90 para R$ 40,01), maminha (de R$ 51,92 para R$ 53,37), chã de dentro (de R$ 52,81 para R$ 54,20) e chã de fora (de R$ 48,51 para R$ 49,48).

Também subiram lagarto, alcatra, contrafilé, patinho, fraldinha, miolo de alcatra e acém. Apenas dois cortes bovinos tiveram redução: fígado, de R$ 23,05 para R$ 22,89, e filé-mignon, de R$ 83,79 para R$ 83,59.

Pesquisar antes de comprar pode render economia

A diferença de preço para o mesmo corte entre diferentes açougues é o ponto que mais chama atenção. A picanha pode ser encontrada de R$ 54,98 a R$ 129,90, uma variação de 136,3%. A alcatra varia de R$ 35,98 a R$ 84,95 (136,1%), e o miolo de alcatra, de R$ 39,99 a R$ 84,95 (112,4%).

Outros cortes também apresentam variações expressivas: chã de dentro (122,1%), chã de fora (118%), contrafilé (122,2%), fraldinha (126,4%), lagarto (127,4%), patinho (127,4%) e filé-mignon (91,7%). O fígado tem a menor diferença relativa, de 78%, com preços entre R$ 17,98 e R$ 32.

Suínos e frango também têm variação elevada

Entre os cortes suínos, o preço médio teve variação mais discreta em relação ao mês anterior. O maior aumento foi no lombo inteiro, de R$ 24,48 para R$ 25,03 (2,3%). Também subiram lombo aparado, pernil com osso, bisteca, pernil sem osso, rabinho, lombinho filé, pazinha e toucinho comum.

Já os cortes que ficaram mais baratos foram pé, orelha, costelinha, salsicha, copa lombo e filé lombo. Apesar da estabilidade nas médias, a diferença entre estabelecimentos chega a 233,7% no pé suíno, vendido de R$ 5,99 a R$ 19,99. Orelha (198,8%), copa lombo e lombo (178,7%), toucinho para torresmo (166,7%) e toucinho comum (150,5%) também têm variações relevantes.

No frango, o peito resfriado pode custar de R$ 12,98 a R$ 25,90, diferença de 99,5%. Coxa e sobrecoxa variam 90,3%, e o filé de peito, 83,9%.

O que explica a alta

Segundo a análise do levantamento, o aumento do preço da carne bovina no último trimestre é tradicional com a aproximação das festas de fim de ano. A alta da arroba do boi e a recuperação dos preços da carne suína, que estavam defasados, também pressionam o consumidor final.

As exportações de carne bovina do Brasil foram freadas pelo fim da cota da China, que estabelece um limite de compra depois do qual o produto é sobretaxado. Ainda assim, o mercado não espera queda nos preços para o consumidor brasileiro, já que a oferta está menor devido à aceleração de abates de fêmeas em anos anteriores, o que reduziu o número de bezerros e bois gordos.

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