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Agro em Ação 2026 encerra circuito em BH com palestra de Caio Coppolla

Evento da Faemg na Casa Vereda fecha série de encontros que passou por cinco regiões de Minas e reuniu mais de 6 mil produtores rurais.

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Agro em Ação 2026 encerra circuito em BH com palestra de Caio Coppolla
Faemg/Divulgação

A edição 2026 do Agro em Ação encerra sua programação nesta sexta-feira (2/10), em Belo Horizonte, na Casa Vereda, na Rua Maria Luiza Santiago, 50. O encontro, marcado para as 14 horas, é a última etapa de um circuito promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) em parceria com os Sindicatos dos Produtores Rurais, que passou por Teófilo Otoni, Muriaé, Passos, Uberaba e Montes Claros.

Ao longo das cinco etapas anteriores, a série de encontros reuniu mais de 6 mil produtores rurais, lideranças setoriais e especialistas. A etapa final em BH contou com palestra do comentarista político Caio Coppolla e reuniu cerca de 600 pessoas.

Setor estratégico para a economia mineira

O agronegócio é responsável por um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais. O Sistema Faemg representa cerca de 700 mil produtores rurais em 852 municípios mineiros, dos quais 60% têm no agro sua principal base econômica.

Durante o encerramento, o presidente do Sistema Faemg/Senar, Antônio de Salvo, afirmou que a adesão expressiva da classe reflete uma mudança no perfil do produtor mineiro, hoje mais engajado nas decisões políticas e institucionais que impactam o agronegócio. Segundo ele, a presença maciça nos seis eventos mostrou que as famílias rurais estão mais atentas ao seu papel, e destacou que as decisões tomadas no campo e nas urnas definirão o cenário dos próximos quatro anos no Executivo e no Legislativo.

Desafios da nova safra

O encerramento do circuito ocorre em meio a um cenário de incertezas para a nova safra de verão. O presidente da Faemg ressaltou que a categoria enfrenta um momento delicado, marcado por taxas de juros elevadas, escassez de crédito nas agências bancárias e instabilidades climáticas atreladas ao fenômeno El Niño.

Diante desse contexto, o dirigente defendeu o fim do "achismo" na produção primária, seja na cafeicultura, na pecuária de corte, na pecuária leiteira ou na apicultura, e o uso ostensivo de tecnologia, inovação e capacitação técnica como caminhos para manter a rentabilidade no campo.

Atuação regional e diálogo institucional

A entidade enfatizou a estratégia de descentralização das ações do sistema representativo, com a diretriz de "menos BH e mais interior", para levar a representatividade institucional para onde o produtor está. Sobre o relacionamento com o meio político, a Faemg reafirmou sua postura suprapartidária e a busca contínua por diálogo com as esferas governamentais.

Segundo o presidente da entidade, a federação não faz política para candidatos A ou B, mas quem governar o estado precisa ter a Faemg como parceira estratégica, com propostas para ajudar o governo a avançar nas pautas essenciais para quem produz a comida que chega à mesa dos mineiros.

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