Gasto médio com presente de Dia das Crianças em BH deve subir 27%
Pesquisa aponta tíquete médio de R$ 263 por presente na capital mineira; brinquedos lideram a preferência e loja física segue como principal canal de compra.

O gasto médio do consumidor de Belo Horizonte com presentes de Dia das Crianças deve chegar a R$ 263 neste ano, alta de 27,26% em relação ao ano anterior, quando o tíquete médio foi de R$ 206,67. Os dados são de pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), que ouviu 200 consumidores da capital entre os dias 19 e 22 de agosto.
Segundo o levantamento, os consumidores pretendem adquirir, em média, três presentes, o que eleva o gasto estimado a R$ 789. Apenas 35,3% dos entrevistados afirmaram que vão presentear na data. Entre esses, 48,3% disseram que pretendem gastar mais do que no ano passado, e o principal motivo apontado é o aumento dos preços dos presentes.
Forma de pagamento e canais de compra
A maioria dos que vão às compras deve pagar à vista (57,7%). O cartão de crédito é a forma de pagamento mais citada (39,4%), seguido por Pix (31%) e dinheiro (15,5%).
A loja física segue como principal canal de compra: 50,7% dos entrevistados pretendem comprar exclusivamente em estabelecimentos presenciais, e outros 25,4% vão combinar compras em lojas físicas e on-line.
Brinquedos lideram a preferência
Entre os presentes mais procurados, os brinquedos aparecem em primeiro lugar, citados por 52,1% dos consumidores. Na sequência estão roupas (28,2%), calçados (4,2%), cosméticos (4,2%), eletrônicos (4,2%), material esportivo (4,2%), guloseimas (2,8%), acessórios para bebê (1,4%) e bolsas, mochilas e malas (1,4%).
Entre os consumidores que não vão presentear, mais de 60% citam dois motivos principais: a ausência de crianças no convívio ou restrições financeiras.
Impacto no comércio
O Dia das Crianças abre o chamado "supertrimestre", período que inclui ainda a Black Friday (27 de novembro) e o Natal, e é um dos mais importantes para o faturamento anual do comércio. A expectativa para o período é positiva, mas de crescimento moderado.
Em todo o estado, o período impacta 78,2% das empresas do comércio varejista. Para 29,1% dos empresários, as vendas neste ano devem superar as do ano passado; 26,5% esperam estabilidade e 21,8% projetam retração. Entre as empresas que pretendem adotar ações para estimular as vendas, 20,2% apostam em atendimento diferenciado, 17,1% em propaganda e 15,8% em promoções e liquidações. O marketing digital aparece em 11,5% das estratégias mencionadas.
O planejamento dos estoques também indica preparação antecipada: 64,6% dos estabelecimentos já receberam todas as encomendas, 28,6% ainda aguardavam remessas e 6,5% não haviam realizado os pedidos. Entre essas empresas, a principal justificativa para não pedir foi a baixa expectativa de demanda, mencionada por 45,5%.
Entre as empresas impactadas pela data, 33,5% realizam vendas on-line. Nesse grupo, o WhatsApp é o principal canal, utilizado por 81,5% dos estabelecimentos, seguido pelas redes sociais, com 25%.


