Justiça torna réu homem de 26 anos por homicídio de policial penal em hospital de BH

A Justiça aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 7ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Belo Horizonte, e tornou réu um homem de 26 anos pelo homicídio de um policial penal que realizava sua custódia dentro de um hospital na região Centro-Sul da capital. Além do homicídio, ele responderá pelo crime de falsa identidade.
O crime ocorreu no dia 3 de agosto de 2025. A denúncia é assinada pelo promotor de Justiça Fabiano Mendes Cardoso.
Como ocorreu o crime
Conforme a denúncia, o réu encontrava-se internado no estabelecimento hospitalar desde o dia 27 de julho de 2025, sob a vigilância da vítima e de outros policiais penais. Na data do fato, aproveitando-se da proximidade no quarto, o acusado investiu contra o agente, iniciando uma luta corporal na qual conseguiu subtrair a arma de fogo dele. Em seguida, efetuou disparos que atingiram o policial na região do tórax. Apesar das tentativas de reanimação da equipe médica, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu.
Após os disparos, o homem lavou as mãos ensanguentadas, vestiu o uniforme e o colete balístico da vítima, apoderou-se de uma bolsa contendo armas, carregadores e munições, e fugiu do local.
Fuga e prisão em flagrante
Para assegurar a fuga e ocultar sua identidade, o denunciado passou a apresentar-se falsamente como policial penal perante terceiros, conseguindo que uma testemunha solicitasse uma corrida por aplicativo. No entanto, o motorista obedeceu à ordem de parada emitida por policiais militares, ocasião em que o acusado foi abordado e preso em flagrante trajando a farda da vítima e de posse do material subtraído.
Qualificadoras
O MPMG aponta que o homicídio foi cometido com duas qualificadoras: emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que o denunciado surpreendeu o policial penal valendo-se da relação de vigilância e confiança, e pelo fato de o crime ter sido praticado contra agente integrante do sistema prisional no exercício de suas funções. O réu também responderá pelo crime de falsa identidade.


