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Justiça marca audiências de sargento acusado de matar capitã da PM em BH

Sargento é réu por feminicídio; audiências de instrução serão em 10 e 12 de novembro, no Fórum Lafayette, em BH.

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Justiça marca audiências de sargento acusado de matar capitã da PM em BH
Imagem ilustrativa Na Savassi/IA

A Justiça marcou as primeiras audiências de instrução do caso da morte da capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo, de 41 anos, ocorrida em 20 de julho deste ano em Belo Horizonte. O sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, companheiro da oficial, é réu por feminicídio e está preso preventivamente desde julho.

As sessões foram designadas para 10 e 12 de novembro, às 13h30, no Fórum Lafayette, na Região Centro-Sul da capital. O processo corre em segredo de Justiça. Nas audiências devem ser ouvidas 28 testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa, e o réu pode ser interrogado no dia 12, caso haja tempo.

O que aconteceu

A morte da capitã foi constatada na noite de 20 de julho, uma segunda-feira, no Hospital Odilon Behrens, no Bairro São Cristóvão, Região Noroeste de BH. Ela foi levada à unidade pelo sargento, que alegou que a companheira havia caído da escada em casa, no Bairro Santa Cruz.

A versão, no entanto, foi questionada pela equipe médica diante da extensão e da gravidade dos ferimentos, especialmente no rosto. Laudos apontaram múltiplas lesões pelo corpo, incluindo traumatismo craniano, hematomas e marcas lineares compatíveis com chicotadas. Segundo os exames, a oficial estava morta havia pelo menos quatro horas.

O sargento foi detido em flagrante em 21 de julho, um dia após a morte, e a prisão foi convertida em preventiva no dia seguinte. Em 31 de agosto, a Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais e o militar passou à condição de réu, com a prisão preventiva mantida.

Investigação e versão do suspeito

Durante as checagens iniciais no hospital, um tenente da PM flagrou o sargento descartando 18 comprimidos de ecstasy em um dos banheiros da unidade, o que resultou em autuação por tráfico de drogas. A detenção em flagrante abrangeu as duas acusações.

Em depoimento à polícia, o sargento afirmou que o casal havia realizado uma festa em casa, com consumo de bebidas alcoólicas e substâncias entorpecentes, e que, após a saída dos convidados, os dois tiveram relações sexuais consensuais. Ele alegou que as práticas íntimas do casal frequentemente envolviam agressões consensuais.

Informações preliminares e testemunhas ouvidas pelas autoridades apontam que o relacionamento durou oito anos, com idas e vindas, e era marcado por violência psicológica e moral praticada pelo sargento. Questionada sobre procedimentos internos anteriores contra o suspeito na corregedoria, a Polícia Militar informou que ainda não tem esse levantamento.

Desdobramentos

O caso segue em segredo de Justiça. A reportagem procurou o advogado da família da capitã, que preferiu não se manifestar, e não localizou o responsável pela defesa do sargento. O militar permanece recolhido em sistema especial em uma unidade da Polícia Militar.

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Bairros nesta matéria: São Cristóvão, Santa Cruz

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