Justiça mantém preso PM inativo suspeito de matar policial penal em bar na Casa Branca
Ronei Wanderson Rodrigues de Souza teve prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia na terça-feira (13/10).

O policial militar inativo Ronei Wanderson Rodrigues de Souza, investigado por matar um policial penal no interior de um bar no bairro Casa Branca, região Leste de Belo Horizonte, continuará preso. Ele passou por audiência de custódia na terça-feira (13/10) e teve a prisão em flagrante convertida para preventiva.
A decisão é da juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto, da Central de Audiências de Custódia (Ceac) da Comarca da Capital. A magistrada argumentou que a gravidade dos fatos justificava a conversão da prisão em flagrante em preventiva, para a garantia da ordem pública.
Legítima defesa será analisada
Sobre a alegação defensiva de legítima defesa, a juíza afirmou que a dinâmica dos fatos demanda esclarecimentos e o necessário aprofundamento das investigações. A decisão destaca que a legítima defesa exige a utilização moderada dos meios necessários para repelir injusta agressão, atual ou iminente, direito cuja configuração depende da análise do contexto fático e das circunstâncias concretas em que ocorreu a ação.
Versão do investigado
De acordo com o Auto de Prisão em Flagrante, Ronei Wanderson foi encontrado pelos policiais militares portando duas armas de fogo. Questionado, o autuado declarou que estava conversando com o dono do bar e, ao caminhar em direção à saída, foi abordado pela vítima.
Segundo o relato do investigado, o policial penal teria iniciado o movimento de sacar a arma de fogo da cintura, razão pela qual efetuou um disparo em legítima defesa. A vítima chegou a ser socorrida por terceiros, mas morreu durante atendimento médico.
O Auto de Prisão em Flagrante pode ser consultado pelo nº 5100656-57.2026.8.13.0024.
Bairros nesta matéria: Casa Branca


