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Homem viaja 2 mil km para encontrar mulher de IA e recebe ajuda em BH

Pedreiro saiu do Maranhão acreditando em relacionamento virtual; sem dinheiro, procurou unidade da PBH e retornou à cidade de origem.

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Homem viaja 2 mil km para encontrar mulher de IA e recebe ajuda em BH
Imagem ilustrativa Na Savassi/IA

Um homem de 49 anos viajou mais de 2 mil quilômetros, de Imperatriz, no Maranhão, até Belo Horizonte, para encontrar uma mulher que conheceu pela internet. Ele descobriu, porém, que a pessoa não existia no mundo real: o perfil com o qual interagia usava inteligência artificial para gerar respostas automáticas.

Sem dinheiro para retornar, ele procurou a Unidade de Atendimento e Acolhimento ao Migrante, da Prefeitura de Belo Horizonte, e a passagem de volta foi providenciada. O serviço atende pessoas em situação de migração e vulnerabilidade social.

Promessas de amor e viagem até a capital

Segundo relatos do próprio homem, a personagem dizia morar no interior de Minas Gerais e demonstrava interesse nele. Nos vídeos, falava diretamente com a câmera, em um formato que dá a sensação de conversa pessoal, fazia promessas de amor e chegava a afirmar que poderia sustentá-lo financeiramente.

Ele contou que decidiu viajar por causa da solidão e da esperança de encontrar a felicidade. Já na capital mineira, passou a perguntar pela mulher a quem encontrava pelo caminho. Quando o dinheiro da viagem acabou, buscou apoio na unidade municipal.

Alerta e retorno à cidade de origem

Antes de voltar, ele deixou um alerta para outras pessoas: pediu que não viajem confiando em propostas feitas pela internet e afirmou que qualquer um pode cair nesse tipo de conversa. A passagem de retorno foi concedida pela unidade de acolhimento ao migrante.

O serviço oferece assistência imediata, alimentação, orientação sobre direitos, transporte e articulação com a rede de proteção social. Também pode conceder passagens para que pessoas em situação de vulnerabilidade retornem à cidade de origem ou se desloquem para locais onde tenham vínculos familiares, comunitários ou rede de apoio. Quando necessário, pode ser oferecida vaga de acolhimento de curta duração no próprio imóvel.

O atendimento é voltado a migrantes em trânsito, pessoas recém-chegadas sem recursos financeiros ou rede de apoio e pessoas que enfrentam situações de risco pessoal, social ou violação de direitos. Entre os públicos atendidos estão idosos, mulheres, famílias com crianças, pessoas adoecidas e pessoas com deficiência.

Casos semelhantes na cidade

Este é o terceiro episódio semelhante registrado em Belo Horizonte em menos de seis meses. Em junho, um idoso saiu de Roraima e viajou à capital mineira após acreditar em vídeos de uma falsa namorada. Em agosto, outro idoso, vindo de Manaus, também foi à cidade depois de interagir com vídeos de uma mulher que prometia emprego.

Em um desses casos, um idoso de 73 anos relatou que teve os pertences roubados ao chegar à rodoviária da capital e precisou ficar na rua até encontrar ajuda na mesma unidade de acolhimento. Ele afirmou ainda ter sido enganado por um falso advogado, que teria acessado os dados de sua conta bancária.

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