Banheiros autolimpantes de BH somam 901,8 mil usos em 2026 e sofrem com vandalismo
PBH registra 901.836 utilizações de banheiros autolimpantes entre janeiro e setembro de 2026; Praça da Estação lidera e vandalismo causa 47 reparos

A Prefeitura de Belo Horizonte registrou 901.836 utilizações dos banheiros autolimpantes instalados na cidade entre janeiro e setembro de 2026. O número representa média de 100.204 utilizações por mês e crescimento de 30,9% na média diária de usuários, que passou de 2.885,48 em janeiro para 3.777,63 em setembro.
Atualmente, são sete banheiros autolimpantes em operação, contando os mais recentes, na Praça do Papa e na Pampulha. Desde o início da operação na cidade, em fevereiro de 2025, os equipamentos já contabilizam 1.578.857 utilizações, sendo os registros de 2026 responsáveis por 57,1% desse total.
O terceiro trimestre apresentou o maior volume de utilização do ano, com média de 110.075 usos mensais, 19% acima da média do primeiro trimestre. Agosto foi o mês de maior movimento, com 117.946 utilizações, enquanto setembro registrou 113.329.
Praça da Estação lidera utilização entre as unidades
Entre as unidades em funcionamento durante todo o período analisado, a Praça da Estação apresentou o maior número de utilizações, com 245.621 registros, correspondentes a 27,2% do total. Em seguida aparecem a unidade da Rua Tabaiares, com 222.702 utilizações (24,7%), a Rua Olegário Maciel, com 152.687 (16,9%), a Praça Rio Branco, com 146.234 (16,2%), e a Rua Rio de Janeiro, com 116.225 (12,9%).
A unidade da Praça do Papa, que começou a operar em agosto, registrou 16.674 utilizações nos dois primeiros meses. Já o banheiro instalado na Pampulha, que entrou em operação em setembro, contabilizou 1.693 utilizações nos primeiros dias em atividade.
Vandalismo e roubo motivam 47 das 61 intervenções
O crescimento da utilização dos equipamentos também exige rotina permanente de manutenção. Entre 20 de fevereiro e 30 de setembro de 2026, foram realizadas 61 intervenções corretivas nos banheiros autolimpantes. Desse total, 47 ocorreram em razão de vandalismo ou roubo, enquanto somente 14 foram provocadas por falhas técnicas.
Os gastos com materiais utilizados nos reparos somaram R$ 15.663 no período. As ocorrências relacionadas a vandalismo e roubo exigiram gastos de R$ 8.977, o equivalente a 57% do custo total de materiais. Outros R$ 6.686 foram destinados a reparos decorrentes de falhas técnicas. A mão de obra e os deslocamentos estão contemplados no contrato de operação.
A unidade que mais demandou intervenções foi a Praça Rio Branco, com 26 ocorrências; na sequência aparecem a Praça da Estação, com 11 intervenções; Sapucaí, com dez; a unidade da Rua Rio de Janeiro, com oito ocorrências; Olegário Maciel, com cinco; e Pampulha, com uma intervenção.
Entre os problemas registrados estão furto de sensores, grades de ventilação e fiação elétrica, pichações, danos em portas e pisos, além de depredação de componentes dos equipamentos. Em alguns casos, houve necessidade de reposição de sensores e peças de inox e de reparos em estruturas. Também foram registrados problemas técnicos, como falhas em compressores, fontes, válvulas e disjuntores. Na unidade da Rua Rio de Janeiro, por exemplo, o roubo da fiação externa exigiu a instalação de um novo padrão de luz.
Os dados mostram que, além da elevada procura pelos equipamentos, a conservação dos banheiros autolimpantes depende de ações contínuas de manutenção e da prevenção de atos de vandalismo e furtos, que representam parcela significativa das intervenções e dos custos de materiais registrados no período.
Bairros nesta matéria: Rio Branco


