Cemitério do Bonfim ganha visitas guiadas e entra no turismo cemiterial de BH

O Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte, passou a integrar os roteiros de turismo cemiterial da capital por meio de um projeto de visitas guiadas. Inaugurado em 1897, o espaço reúne mausoléus, esculturas, monumentos e sepulturas de personalidades ligadas à história da cidade.
Caminhadas temáticas mensais
As visitas são realizadas mensalmente, às 9h, conforme calendário divulgado pela organização. A próxima edição está prevista para 29 de novembro, com o tema "Arte e artistas no espaço cemiterial". A programação pode ser consultada no Instagram do projeto, pelo perfil @visitas_bonfim.
Idealizado pela historiadora e professora Marcelina das Graças de Almeida, o projeto promove caminhadas temáticas para apresentar o patrimônio funerário sob diferentes perspectivas. A iniciativa busca valorizar o local como espaço de memória, arte e conhecimento, além de aproximar o público de histórias relacionadas à formação e às transformações da cidade.
Patrimônio além da função funerária
Segundo a idealizadora, o trabalho procura mostrar que o Bonfim não é apenas um espaço de sepultamento. O local guarda histórias de pessoas que ajudaram a construir a cidade, além de um patrimônio artístico e arquitetônico importante. Durante as visitas, essas histórias são apresentadas ao público, com o objetivo de estimular um olhar diferente sobre o cemitério e valorizar a memória das pessoas que ali estão sepultadas.
Modalidade ganha espaço no turismo
O turismo cemiterial tem conquistado espaço nos roteiros por reunir obras de arte, monumentos funerários e histórias de personalidades que marcaram diferentes épocas. A prática propõe explorar esses espaços como patrimônios culturais e históricos, para além de sua função funerária. A proximidade do Halloween, celebrado em 31 de outubro, e do Dia de Finados, em 2 de novembro, é apontada como oportunidade para conhecer a modalidade.
Em outros países, cemitérios históricos são referências do segmento. Em Paris, o Père-Lachaise, inaugurado em 1804, abriga túmulos como os do vocalista Jim Morrison, do escritor Oscar Wilde e de Allan Kardec. Em Buenos Aires, o Cemitério da Recoleta chama a atenção pelos mausoléus monumentais e pelo túmulo de Eva Perón. Em Praga, o antigo Cemitério Judaico preserva milhares de lápides posicionadas em diferentes camadas, em razão de limitações históricas de espaço.
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