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Gabriel Azevedo propõe concursos, fila transparente e consórcios de saúde em Minas

Candidato do MDB ao governo de Minas detalha propostas para obras públicas e saúde e critica candidaturas de palanque em entrevista nesta quinta

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Gabriel Azevedo propõe concursos, fila transparente e consórcios de saúde em Minas
Imagem ilustrativa Na Savassi/IA

O candidato do MDB ao governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo, apresentou nesta quinta-feira (1º) uma série de propostas para as áreas de obras públicas e saúde durante entrevista ao vivo a uma rádio de Belo Horizonte. Ex-presidente da Câmara Municipal da capital, ele também cumpriu agenda em Montes Claros, no Norte de Minas, e seguiu para Pirapora à noite.

Obras públicas e valorização técnica

Na quarta-feira (30/9), o candidato esteve no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), onde entregou uma carta-resposta com contribuições para o plano de governo. Entre as propostas estão o diagnóstico por especialidade e órgão nos primeiros meses de governo, a realização de concursos regulares em caso de carência, formação contínua e progressão dos profissionais.

O documento defende que profissionais habilitados ocupem funções que exigem formação específica e que haja acompanhamento técnico desde o diagnóstico até a fase de manutenção das obras. A carta também propõe uma agenda periódica de interlocução com o Crea-MG e outras instituições técnicas, com atas, encaminhamentos e resultados públicos.

Saúde: filas, consórcios e telemedicina

Na área da saúde, o candidato citou três propostas: a criação de uma fila de cirurgias transparente, que mostre como a fila vai diminuindo; a formação de consórcios regionais entre prefeituras para atender especialidades que não podem estar em todas as cidades; e o uso de tecnologia, com telemedicina e diagnóstico digital.

Ele afirmou que a região Norte é a única do estado que não recebeu um hospital regional do governo atual e defendeu que o estado auxilie a prefeitura de Montes Claros a colocar em funcionamento o hospital municipal em construção, com equipamentos e equipes.

Críticas a palanques e pesquisas

O candidato criticou, sem citar nomes, candidaturas que, segundo ele, servem apenas de palanque para a disputa presidencial. "O Palácio da Liberdade não é um anexo do Palácio do Planalto", declarou. Ele defendeu uma relação altiva com o governo federal e disse querer recursos de fundos de compensação para ferrovias e rodovias.

Sobre as pesquisas eleitorais, que o colocam na sexta posição nas intenções de voto, o candidato minimizou o resultado e afirmou que uma parte relevante do eleitorado mineiro ainda está indecisa. Segundo ele, a recepção nas ruas cresceu após o debate na TV Globo, na terça-feira.

Uso da imagem de Zema na campanha

O candidato também esclareceu que a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) em ação movida por sua campanha não impede que o governador Mateus Simões (PSD) utilize a imagem de Romeu Zema (Novo) em sua campanha. Segundo ele, a decisão determinou apenas a adequação de uma inserção específica, com redução da participação do ex-governador ao percentual permitido e correção das dimensões da janela de Libras.

"A ordem judicial permitia ajustar a propaganda, sem excluir o ex-governador", afirmou. A legislação autoriza que apoiadores ocupem até 25% do tempo de cada programa.

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Bairros nesta matéria: Montes Claros

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