Eleições 2026: urnas abrem neste domingo (4/10) para escolha do presidente
Mais de 158 milhões de eleitores podem votar das 8h às 17h. Disputa pela Presidência tem 12 candidatos e pode ir a segundo turno em 25 de outubro.

Os eleitores brasileiros vão às urnas neste domingo (4/10) para escolher o próximo presidente da República. A votação ocorre das 8h às 17h, no horário de Brasília, e mais de 158 milhões de pessoas estão aptas a votar em todo o país, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso nenhum candidato alcance a maioria dos votos válidos, um segundo turno está previsto para 25 de outubro.
Doze candidatos na disputa
A corrida ao Palácio do Planalto reúne 12 candidatos. A eleição é marcada pela polarização entre o atual presidente, que busca seu quarto mandato, e o senador que representa o espólio político do ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível e condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Um candidato anunciou a desistência da corrida presidencial na última quarta-feira (30/9), reduzindo de 13 para 12 o número de nomes na disputa.
Pesquisas apontam empate técnico
Levantamentos divulgados na véspera da eleição indicam empate técnico, dentro da margem de erro, entre os dois principais candidatos, tanto no primeiro turno quanto em votos válidos. Uma das pesquisas aponta o candidato do PT com 45% e o do PL com 42%. Outra mostra 46% contra 45%. Os demais candidatos aparecem com percentuais de um a quatro pontos.
Nos votos totais, que incluem brancos, nulos e indecisos, um dos levantamentos registra o candidato do PT com 42% e o do PL com 40%. Brancos e nulos somam 4%, e os indecisos são 3%.
Analistas avaliam que os dois principais nomes concentram a maioria das intenções de voto, o que pode acelerar a migração de votos na reta final. O desfecho, segundo essa análise, depende do comportamento do eleitor pendular, da transferência de votos dos candidatos com menor intenção e do perfil da abstenção.
Decisão sobre candidatura ao Senado
Horas antes da votação, um ministro do TSE indeferiu, neste sábado (3/10), o registro de uma candidatura ao Senado pelo Paraná. A decisão é monocrática e ainda precisa ser analisada pelo plenário da Corte. O número e a foto do candidato continuarão na urna eletrônica, mas os votos recebidos por ele devem ser anulados caso a decisão seja confirmada pelo plenário.
O ministro afirmou que o candidato deixou o cargo de procurador do Ministério Público Federal em novembro de 2021 para escapar da inelegibilidade que pode ser aplicada a membros do MP que deixam o cargo enquanto respondem a processo administrativo disciplinar. O entendimento segue decisão do TSE de 2023, embora o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná tivesse liberado a candidatura. O candidato classificou a decisão como "violência eleitoral" e disse esperar que seja revertida pela Justiça.


