Duda Salabert é reeleita deputada federal por MG com 227.410 votos
Candidata do PSOL foi a terceira mais votada no estado; ela votou em BH e defendeu campanha sem santinhos e com segurança reforçada.

A deputada federal Duda Salabert (PSOL) foi reeleita para a Câmara Federal por Minas Gerais com 227.410 votos, ficando como a terceira mais votada do estado. Ela votou na hora do almoço deste domingo (4), no Centro Universitário Newton Paiva, na Avenida Carlos Luz, no bairro Caiçara, Região Noroeste de Belo Horizonte.
Terceira mais votada do estado
Duda ficou atrás de Nikolas Ferreira (PL), com 3 milhões de votos, e de Ana Elisa (PT), com 519 mil. Em 2022, a parlamentar havia sido eleita uma das primeiras deputadas federais trans da história, ao lado de Erika Hilton. Em 2020, foi a vereadora mais votada da história de Belo Horizonte, com 11,9% dos votos, em disputa com 41 candidatos. Em 2018, já havia se tornado a primeira pessoa trans a se candidatar ao Senado.
Campanha e violência política
Ao votar, a deputada estava acompanhada das candidatas Áurea Carolina, Iza Lourença e Juhlia Santos. Ela destacou a presença de um esquema de segurança reforçado no local e denunciou episódios de violência política enfrentados por parlamentares e candidatas no estado, citando ameaças de morte contra as candidatas que a acompanhavam. Segundo ela, um carro blindado fazia a escolta das vereadoras e futuras senadoras.
Duda afirmou que a violência política continua sendo usada como instrumento para impedir a ampliação da presença feminina nos espaços de poder e disse acreditar que, apesar das ameaças, mais mulheres continuarão ocupando esses espaços. Ela também mencionou que, pela primeira vez na história, há a chance de eleger duas mulheres ao Senado.
Estratégia ambiental e posicionamento
A candidata disse que sua campanha foi a única no Brasil a adotar a estratégia "lixo zero", sem santinhos e bandeiras, como forma de mostrar que é possível fazer política de outras maneiras. Ela também posicionou sua candidatura no campo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de outras lideranças de esquerda em Minas Gerais.
No início do ano, a parlamentar se desfiliou do PDT, legenda à qual estava abrigada há seis anos, e anunciou sua filiação ao PSOL, partido pelo qual iniciou sua vida política. Na ocasião, declarou que era o momento de voltar às origens e defender um projeto de esquerda mais amplo e coeso.


