Comitê de Iza Lourença é alvo de ataque na Floresta; campanha cita bomba e agressão
Comitê da candidata Iza Lourença (PSOL) na Floresta registra BO após furto de material, panfletos de outro partido e artefato explosivo.

A campanha da vereadora de Belo Horizonte Iza Lourença (PSOL), candidata a deputada estadual, denunciou um ataque ao comitê eleitoral na quarta-feira (23). O espaço fica na rua Pouso Alegre, no bairro Floresta, região Leste da capital. Um boletim de ocorrência foi registrado e o caso foi encaminhado à Polícia Civil (PCMG).
Segundo o relato da campanha, dois adolescentes furtaram bandeiras da central de campanha, retiraram adesivos do portão e espalharam panfletos de candidatos do PL no local. Pouco depois, um artefato explosivo foi acionado próximo ao portão do comitê. A campanha classificou o episódio como ataque político.
Uma testemunha afirmou que os autores vestiam moletons pretos com o rosto coberto e fugiram, mas disse ter identificado um deles. Câmeras de segurança de um comércio vizinho teriam registrado a ação, e as imagens foram apresentadas à imprensa pela campanha.
Versões divergem sobre abordagem e agressão
O boletim de ocorrência reúne duas versões sobre o que aconteceu depois. De acordo com a equipe do PSOL, ao tentar recuperar o material, integrantes da campanha foram agredidos fisicamente, com socos e chutes, e uma vítima foi atingida nas costas. Já na versão dos adolescentes, eles panfletavam para candidatos do PL nas proximidades quando foram acusados pela equipe de Iza de ter furtado material de campanha.
Os envolvidos foram encaminhados à delegacia, ouvidos e liberados em seguida. A Polícia Militar informou que a bomba foi atirada na parte externa do comitê e que o episódio não deixou feridos. Os adolescentes fugiram e ainda não haviam sido qualificados pela corporação.
Campanha pede investigação e reforço na segurança
A campanha afirmou que vai acionar o Ministério Público para que seja investigado se houve aliciamento de menores para agredir a candidatura. Em nota, declarou que o caso não é um episódio banal de disputa eleitoral e que pessoas foram agredidas e poderiam ter sido feridas. A segurança no comitê será reforçada.
O vereador de Belo Horizonte e candidato a deputado estadual Pablo Almeida (PL) negou qualquer relação com os fatos. Ele afirmou não ter conhecimento do ocorrido, disse repudiar qualquer violência política e rejeitar a tentativa de vinculá-lo a fatos dos quais não participou. As demais campanhas do PL citadas na denúncia ainda não haviam se posicionado.
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