Câmara de BH terá quatro novos vereadores após eleições de 2026
Flávia Borja, Iza Lourença, Pablo Almeida e Pedro Rousseff deixam a CMBH; suplentes assumem as cadeiras após renúncia formal

As eleições de 2026 alteraram a composição da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH). Três parlamentares da capital mineira foram eleitos para o Legislativo estadual: Flávia Borja (Pode), Iza Lourença (Psol) e Pablo Almeida (PL). Já o vereador Pedro Rousseff (PT) ocupará uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Os vitoriosos podem exercer o cargo de vereador normalmente até 31 de janeiro de 2027, uma vez que a posse na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) acontece no dia 1º de fevereiro. Com a renúncia formal dos parlamentares municipais, assumirá a vaga o 1º suplente do partido ou federação.
Como funciona a suplência
Pela legislação eleitoral brasileira, os mandatos obtidos pelo sistema proporcional, como os de vereadores e deputados, pertencem ao partido político ou à federação partidária. Desse modo, quando o titular do cargo renuncia, a cadeira fica com o candidato não eleito que tiver obtido a maior votação nominal dentro daquela mesma sigla ou federação nas eleições municipais de 2024.
Quem assume as cadeiras
A suplente do PL a ocupar o cargo de Pablo Almeida será Dai Dias. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Daiane Dias Costa obteve 5.693 votos na eleição para vereadora. Nascida em Belo Horizonte, em 1989, ela tem nível superior incompleto e autodeclara-se da cor parda. Do total de R$ 345 mil de despesas pagas de sua campanha, 88,71% vieram da Direção Nacional do Partido Liberal. Anteriormente, em 2020, ela havia sido candidata a vereadora de BH pelo Pode, tendo encerrado a eleição como suplente. No registro de sua candidatura ao TSE, consta a ocupação de servidora pública estadual.
Marcos Crispim ocupará a cadeira de Flávia Borja. Conforme registros do TSE, Marco Antonio Crispim obteve, em 2024, 8.727 votos, tendo terminado o pleito como suplente pelo DC. Crispim herdará a cadeira de Flávia Borja porque, embora a parlamentar tenha migrado para o Pode, ela foi eleita vereadora pelo DC em 2024, sigla à qual a vaga pertence por direito. Marcos Crispim, que nasceu em 1976, em Belo Horizonte, tem ensino médio completo e autodeclara-se da cor preta. Em 2024, pagou despesas de campanha no valor de R$ 144.830,00. Ainda conforme o TSE, Crispim já participou de cinco processos eleitorais, tendo sido eleito vereador de Belo Horizonte em 2020, quando era filiado ao PSC.
A cadeira de Iza Lourença na CMBH deverá ser ocupada por Maria da Consolação, que, em 2024, disputou a eleição pela Federação Psol/Rede, tendo obtido 5.269 votos. Nascida em Belo Horizonte em 1963, Maria da Consolação Rocha é parda, tem ensino superior completo e é servidora pública aposentada. Ela já disputou dez eleições ao todo, tendo concorrido para os cargos de senadora, deputada federal, deputada estadual, prefeita e vereadora. No pleito de 2024, pagou R$ 146.827,11 em despesas de campanha, com 71,44% deste montante tendo sido arcados pelo Psol.
A cadeira de Pedro Rousseff será ocupada por Luana, que, em 2024, obteve 6.495 votos ao disputar pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. Luana de Lima Souza é preta, nascida em Belo Horizonte no ano de 1995 e tem ensino médio completo. Antes da disputa para vereadora, Luana concorreu aos cargos de deputada estadual e vice-prefeita de Belo Horizonte. No último pleito, pagou R$ 289.739,25 em despesas de campanha e teve a Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores como principal doadora, respondendo por 89,23% dos recursos arrecadados. No TSE, sua ocupação consta como vendedora pracista, representante, caixeira-viajante e assemelhados.
Prazos para convocação e posse
A convocação dos suplentes deve ocorrer em até 48 horas da vacância do cargo e a posse ocorre em até 30 dias, sendo permitido ao suplente requerer prorrogação desse prazo por uma única vez, por no máximo de 30 dias.


