Eleições devem injetar R$ 100 milhões na indústria gráfica de Minas
Setor gráfico mineiro projeta alta de até 25% na receita com a demanda eleitoral e espera aumento de 10% a 12% nos empregos.

O período eleitoral deve acrescentar cerca de R$ 100 milhões ao faturamento da indústria gráfica em Minas Gerais, com o impacto concentrado principalmente na produção do primeiro turno. A projeção é do próprio setor, que enxerga no calendário eleitoral um momento de aquecimento comparável a um "segundo Natal".
Além do aporte estimado, as gráficas mineiras preveem uma alta entre 20% e 25% na receita anual acumulada e um aumento de 10% a 12% no número de empregos. A demanda é puxada por itens como colinhas eleitorais e wind banners, materiais tradicionais de campanha que seguem sustentando a produção mesmo diante do avanço do marketing digital.
Demanda concentrada no primeiro turno
Segundo o setor, o maior volume de encomendas deve se concentrar na produção do primeiro turno, quando a corrida eleitoral exige maior volume de material impresso em menos tempo. É esse pico que sustenta a projeção de R$ 100 milhões adicionais ao faturamento da indústria gráfica mineira.
Empregos e inovação frente ao digital
O aquecimento da produção também deve se refletir no mercado de trabalho, com previsão de crescimento de 10% a 12% no número de empregos no segmento. Para responder à demanda, as gráficas mineiras vêm inovando frente ao avanço do marketing digital, adaptando processos e produtos para manter a competitividade no período eleitoral.
Para quem mora ou circula em Belo Horizonte, o movimento do setor gráfico é um dos primeiros sinais econômicos visíveis do calendário eleitoral, com efeitos sobre contratações e atividade industrial no estado.


