Experiência Genealógicos encerra temporada no Galpão Cine Horto neste fim de semana

O projeto teatral "Experiência Genealógicos" encerra sua temporada em Belo Horizonte neste fim de semana, com as últimas apresentações no Galpão Cine Horto, na região Leste da capital. O Ato I será apresentado no sábado (31), às 20h, e o Ato II no domingo (1º), às 19h. A classificação indicativa é de 14 anos.
Idealizado pelo núcleo Genealógicos, formado pelos artistas Rafael Coutinho, Lucas Rocha, Vinícius Rocha e Bela Barros, o projeto reúne duas peças independentes, mas conectadas pela investigação sobre família, heranças, tradição e as relações construídas entre as pessoas. Os espetáculos podem ser vistos separadamente ou em conjunto, permitindo ao público estabelecer relações entre as duas histórias.
Dois atos, duas relações
No Ato I, dois irmãos se reencontram na casa onde cresceram para um jantar que parece inevitável. A distância entre eles revela diferentes escolhas de vida: enquanto um deixou a cidade natal, o outro permaneceu. O encontro faz ressurgir lembranças, afetos, saudades, disputas e ressentimentos, colocando em cena questões ligadas à herança familiar e à continuidade. Memória, verdade e ficção se misturam durante o reencontro.
Já o Ato II acompanha o encontro entre dois desconhecidos em um terreno baldio. Uma mulher chega ao local determinada a construir sua casa e encontra um homem que também tem interesse pelo espaço. Um conflito jurídico acaba aproximando os dois e dá origem a uma relação marcada por construção, transformação e permanência. A história utiliza o relacionamento do casal para discutir como tradições e heranças interferem nas escolhas individuais.
Teatro e outras linguagens
A proposta parte de uma pergunta central: até que ponto as pessoas reproduzem as histórias e tradições herdadas de suas famílias, e quando decidem romper com elas? Para Lucas Rocha, integrante do núcleo de criação, a experiência procura refletir sobre a convivência em um momento marcado pelo individualismo.
O projeto também amplia a linguagem teatral ao incorporar elementos de outras áreas artísticas. Artistas visuais de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro realizam intervenções plásticas durante as apresentações, e a música é construída ao vivo, com participação de DJs convidados das duas cidades. A proposta é aproximar teatro, performance, artes plásticas, dança, literatura e música em um mesmo acontecimento.
O núcleo Genealógicos nasceu da reunião de artistas interessados em processos de criação colaborativos e em pesquisas de atuação, buscando recuperar o tempo dos processos laboratoriais em contraponto à velocidade característica do ambiente digital e do mercado cultural.
Ingressos
O passaporte para os dois atos custa R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). O ingresso individual sai por R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). As vendas são feitas pela plataforma Sympla.
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