Suspeito de agredir Duda Salabert e assessor é preso em Betim

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu nesta quarta-feira (28) um homem suspeito de agredir a deputada federal Duda Salabert (PSOL) e o assessor dela, Felipe Gomes, em setembro deste ano. A prisão ocorreu no bairro Várzea das Flores, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Contra o investigado havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Belo Horizonte, e um celular foi apreendido durante a diligência.
O caso
A agressão aconteceu na madrugada do dia 4 de setembro, em uma área no limite entre Belo Horizonte e Nova Lima, na Grande BH. A deputada e o assessor estavam no local para apurar uma denúncia de extração irregular de minério. Segundo o boletim de ocorrência, os dois foram abordados por dois homens.
Conforme o relato registrado, Duda e o assessor tentaram deixar o local descendo por um barranco, mas caíram e foram alcançados pelos suspeitos. O assessor teria sido segurado por um dos homens, enquanto o outro tomou o celular da deputada, que gravava a situação, e o arremessou. O assessor foi agredido com chutes na cabeça e no corpo, e a deputada também sofreu agressões. Após a ação, os suspeitos fugiram.
Os dois conseguiram chegar às instalações da Copasa, onde pediram ajuda e acionaram a Polícia Militar. O chamado foi feito por volta de 0h23, quando a deputada já estava em um hospital. Posteriormente, o assessor retornou ao local e recuperou os aparelhos celulares. A parlamentar precisou ser levada ao Hospital Mater Dei, em Nova Lima, e há suspeita de fratura no braço. Na época, os suspeitos foram procurados na região, mas não foram localizados.
Investigação em andamento
A deputada afirmou ter sido surpreendida com a informação da prisão e disse que é fundamental que as investigações avancem para desmantelar toda a rede criminosa, principalmente quem compra o minério ilegal e financia essa cadeia. "Não vão nos intimidar. Seguirei colocando meu corpo à disposição do enfrentamento à mineração ilegal e de quem lucra com a destruição de Minas Gerais", declarou.
As apurações sobre o caso seguem em curso, e a prisão é tratada como suspeita, sem conclusão sobre a participação do detido ou de outros envolvidos.


