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Prefeitura abre inscrições para hortas institucionais em escolas e centros de saúde

Instituições públicas e sem fins lucrativos podem se inscrever até segunda-feira (28) para receber apoio na implantação de hortas agroecológicas.

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Prefeitura abre inscrições para hortas institucionais em escolas e centros de saúde
Rômulo Dias de Oliveira Barros/Divulgação

A Prefeitura de Belo Horizonte abriu inscrições nesta segunda-feira (21) para manifestações de interesse na criação de Unidades Produtivas (UPs) Institucionais, conhecidas como hortas institucionais. Escolas, centros de saúde, centros culturais, Centros de Referência em Assistência Social (Cras), entidades socioassistenciais, institutos, fundações, associações e organizações da sociedade civil sem fins lucrativos podem se inscrever até a próxima segunda-feira (28).

O formulário está disponível na página da Agroecologia, Agricultura Urbana e Agricultura Familiar da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN). A Prefeitura fornece insumos, capacitação, assessoria técnica e acompanhamento da implementação e manutenção das hortas, reduzindo barreiras para instituições sem experiência prévia em cultivo.

Como funcionam as hortas institucionais

As UPs institucionais são pequenas porções de terra onde a produção agrícola é feita de forma integrada e sustentável, baseada em princípios da agroecologia: manejo sem agrotóxicos, respeito ao ciclo do solo, valorização da biodiversidade e uso racional da água. Podem ser públicas, com gestão de servidores e produção compartilhada com usuários da instituição ou comunidade, ou privadas, sem fins lucrativos, geridas por organizações da sociedade civil.

Exemplos de sucesso em BH

A Escola Estadual Elpídio Aristides de Freitas, no bairro Camargos, cultiva batata doce roxa, algodão, salsinha, cebolinha, tomate, rúcula, almeirão roxo, beterraba, banana, feijão de corda, capim cidreira, funcho, boldo e mamão. Segundo Rômulo Dias de Oliveira Barros, professor de apoio à Comunicação, Linguagens e Tecnologias Assistivas, a parceria com o município foi fundamental para desenvolver confiança no processo. "Recebemos os insumos que necessitamos e a orientação técnica. Recentemente, fizemos o curso de ervas medicinais e já estamos aplicando os conhecimentos na horta", destaca.

A horta também oferece ganhos didáticos. "Nesta semana teremos várias ações interdisciplinares com os professores de biologia, matemática, artes, dentre outras disciplinas, que repassarão aos alunos muitos conteúdos que podem ser reforçados com a prática do cultivo", ressalta o professor.

O Centro de Saúde Santa Terezinha, no bairro de mesmo nome, transformou um espaço ocioso em canteiro com alface, mostarda, rúcula, salsinha, cebolinha e plantas medicinais. Cecília Garcias Neto, agente comunitária do centro, relata que a horta funciona como terapia para os servidores. "Além de termos alimentos saudáveis e fresquinhos, cuidar do espaço é muito prazeroso", comenta.

Objetivo da iniciativa

Segundo Ana Paula Ferreira, gerente de Fortalecimento da Agroecologia e Ações Estratégicas da SMSAN, as Unidades Produtivas institucionais podem ser implantadas em espaços reduzidos e assumir diferentes formatos, como hortas, jardins produtivos e áreas de cultivo de plantas medicinais. "Mais do que a quantidade de alimentos produzidos, o que buscamos é estimular espaços vivos de aprendizagem, cuidado e convivência, que contribuam para a educação alimentar e ambiental, a promoção da saúde e o fortalecimento da segurança alimentar e nutricional", explica.

Bairros nesta matéria: Camargos

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