Força-tarefa captura gatos em terreno no Barro Preto para castração e adoção
Ação no Barro Preto captura gatos de terreno baldio para castração e novo lar; 18 já foram recolhidos nesta segunda-feira (22).

Uma força-tarefa capturou 18 gatos que viviam em um terreno baldio na Rua Tamoios, ao lado do Elevado Dona Helena Greco, no Barro Preto, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na manhã desta segunda-feira (22). A expectativa é recolher os 45 felinos que ocupam o lote para que recebam tratamento e sejam encaminhados a um novo lar.
Devido ao alto número de animais no mesmo local, a ação mobilizou três integrantes de uma organização não governamental dedicada à captura e castração de gatos. Segundo o fundador do projeto, não seria necessário esse contingente em situações comuns, já que as armadilhas usadas são eficientes e uma só pessoa bastaria para alguns animais. Como são muitos no terreno, optou-se pela força-tarefa.
Como funciona a captura
A operação reúne voluntários e utiliza gaiolas cedidas pelo próprio projeto. As gatoeiras são estruturas de metal com alimento para atrair o animal por uma espécie de túnel; quando o gato está totalmente dentro, o sistema de fechamento é acionado. Em seguida, um capturador se aproxima e abre a armadilha apenas o suficiente para que o animal entre em uma caixa de transporte.
Já as arapucas são estruturas suspensas por um mecanismo que permite a entrada dos felinos. Em imagens registradas, um gato se aproxima e começa a se alimentar logo abaixo da arapuca. Pouco depois, outros se aproximam e se juntam ao primeiro. Quando a armadilha foi acionada, conseguiu capturar quatro animais de uma vez.
Histórico de cuidados no terreno
Uma cuidadora acompanha os gatos do local há cerca de sete anos, desde que se sensibilizou ao vê-los serem atropelados, envenenados ou procurando comida na rua. No início, eram apenas dez animais, e o proprietário do espaço não permitia que ela entrasse, ela passava comida por baixo do portão. Após três anos, os donos cederam uma chave para que ela pudesse cuidar dos felinos.
Ela relata que os gatos precisavam não só de alimentação, mas também de limpeza, remédios e acompanhamento veterinário, e que conta com uma rede de protetores e orientação de veterinários para o que pode ser oferecido aos animais.
Reintegração de posse e novo lar
O caso ganhou repercussão no fim de agosto, quando a Justiça determinou a reintegração de posse do terreno, com autorização para arrombamento e apoio policial. A decisão deixou a cargo da cuidadora a retirada dos gatos.
O responsável pelo projeto afirma que o trabalho é feito de forma voluntária e que o manejo de animais sem tutor em situação de rua é uma questão de saúde pública e de bem-estar animal, não podendo depender apenas da boa vontade de particulares.
Agora, a protetora espera que os gatos se sintam em casa no novo endereço e pede ajuda para manter as despesas. Segundo ela, os animais vão precisar de limpeza, cuidado, remédio e bastante ração, porque ficarão em uma casa fechada. Ela pede, por caridade e amor aos animais, que as pessoas ajudem a alimentar e cuidar deles no novo lar.
O método adotado pelo projeto, chamado C.E.D., consiste em capturar, castrar e devolver o animal ao local de origem. A prática evita novas ninhadas, brigas por acasalamento e a disseminação de doenças. Além disso, quando os animais castrados retornam ao seu território, eles defendem a área e impedem a entrada de novos gatos no grupo.
Bairros nesta matéria: Barro Preto


