Colégio Santa Dorotéia mantém aulas após morte de professora e é criticado por sindicato

A morte de uma professora do Ensino Fundamental do Colégio Santa Dorotéia, em Belo Horizonte, na segunda-feira (19), gerou críticas do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas) à instituição. A educadora, que também atuava como assessora de Pastoral, faleceu no caminho para o hospital, segundo o sindicato. A causa do óbito não foi divulgada.
O colégio comunicou o falecimento durante a manhã e manifestou solidariedade aos familiares e amigos, destacando características da professora como o sorriso acolhedor, a bondade e a dedicação à formação de crianças e jovens. A nota foi assinada pelas irmãs e pela diretoria da instituição.
Críticas do sindicato
O Sinpro Minas emitiu nota de repúdio contra a escola por manter as atividades escolares normalmente após a morte da educadora. A entidade afirmou que a instituição deveria ter interrompido as atividades em respeito à profissional e questionou a diferença entre os valores de acolhimento defendidos pelo colégio e a decisão de seguir com a rotina.
Na nota, o sindicato declarou repudiar "com veemência" a postura da instituição e comparou o caso a outro episódio ocorrido em 2020, quando um promotor de vendas morreu dentro de uma loja em Recife e o estabelecimento permaneceu aberto. A entidade também prestou homenagem à professora e defendeu a dignidade dos trabalhadores da educação.
Resposta da direção
A diretora do Colégio Santa Dorotéia, Zuleica Reis, contestou as críticas à instituição. Em manifestação nas redes sociais, ela afirmou que os valores cristãos defendidos pelo colégio são colocados em prática diariamente e que a instituição reconhece suas responsabilidades, mas não aceita que sejam atribuídas intenções ou omissões sem a devida consideração dos fatos e das circunstâncias.
Zuleica defendeu que a continuidade das atividades escolares não deve ser interpretada, por si só, como indiferença ou desrespeito à professora. "Decisões institucionais tomadas em um momento de dor exigem compreensão do contexto, responsabilidade e equilíbrio, não julgamentos precipitados nem comparações que desumanizam e distorcem a realidade", escreveu a diretora.


