Programa de Inclusão Digital da PBH emite mais de 2,8 mil certificados para idosos
Programa de Inclusão Digital da Prefeitura de BH supera 2,8 mil certificados emitidos para idosos da capital.

O Programa de Inclusão Digital da Prefeitura de Belo Horizonte atingiu mais de 2,8 mil certificados emitidos para idosos da capital. A marca representa mais autonomia, conexão e qualidade de vida no dia a dia pelo acesso à tecnologia. Além do aprendizado prático, simboliza um importante resgate da cidadania e do bem-estar.
O ponto de partida favorito da grande maioria dos 2.855 alunos certificados é o curso "Aprendendo a Usar Celular e Aplicativos", focado em tarefas práticas como trocar mensagens com a família nas redes sociais, agendar consultas e utilizar serviços de forma segura. O entusiasmo das turmas é tão grande que muitos decidem ir além e concluem toda a trilha presencial de aprendizado do programa, chegando às aulas de inteligência artificial, onde interagem com tecnologias avançadas e criam conteúdos digitais.
Papel social e cognitivo na vida da pessoa idosa
Além da inserção desse público no universo digital, as aulas cumprem um papel social e cognitivo fundamental na vida da pessoa idosa. Ao aprenderem a navegar com segurança, os alunos reduzem a dependência de terceiros, fortalecendo a autoestima, enquanto o desafio de memorizar comandos e compreender novas lógicas estimula o cérebro e mantém a mente ativa.
Além disso, o ambiente presencial em sala de aula combate a solidão e cria fortes redes de amizade, permitindo que os participantes compartilhem conquistas e celebrem cada etapa concluída juntos.
Impacto no cotidiano de quem vive a transformação
A mudança no cotidiano é visível a cada nova etapa concluída e reflete a importância de oportunidades para o envelhecimento ativo. Nilza Maria, 66 anos, destaca que o acolhimento da equipe pedagógica e a oportunidade de continuar atualizada fazem toda a diferença para evitar a dependência de terceiros no dia a dia.
"Eles entendem perfeitamente como o idoso gosta de ser tratado, com todo cuidado que a gente espera em um curso. Como sou casada, não tenho filhos e meu marido trabalha fora, eu precisava esperar ele chegar para tirar dúvidas das necessidades do dia a dia. Foi por isso que vim aprender coisas novas, porque se eu não me atualizar, fico de fora. Já fiz informática básica, apresentação de slides, curso de celular e agora estou no segundo módulo de inteligência artificial", comemora Nilza.
Para Maria Lupe, de 79 anos, o aprendizado vai muito além da tecnologia. É uma ferramenta direta contra a exclusão e o isolamento social.
"É muito importante essa iniciativa de criar cursos para o idoso, porque a população está envelhecendo e precisa ter acesso para não ficar excluída. A gente tinha medo de mexer ou até de cair em golpes por falta de experiência, mas aqui fomos conquistando independência. Além de aprender sobre ferramentas atuais, aqui a gente conhece pessoas, conversa e tem uma integração maior. Um dos problemas mais graves da terceira idade é a solidão, e aqui a gente não se sente sozinho", relata.


