BH, 8 de outubro de 2026
Quinta-feira, 14:03

PBH orienta moradores a denunciar focos do Aedes aegypti pelo 156, BHSIM ou portal

Prefeitura de BH reforça canais para denúncias de criadouros do mosquito da dengue, zika e chikungunya; em 2026 foram cerca de 1,2 mil solicitações.

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PBH orienta moradores a denunciar focos do Aedes aegypti pelo 156, BHSIM ou portal
Leila Porto/PBH

A Prefeitura de Belo Horizonte convoca a população a denunciar possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, em imóveis residenciais, comerciais e outros locais, como borracharias, ferros-velhos e oficinas. As denúncias podem ser feitas, inclusive de forma anônima, pelo telefone 156, pelo aplicativo BHSIM ou pelo Portal de Serviços.

Segundo a PBH, no ano passado foram registradas pelos canais oficiais mais de 1,7 mil solicitações de vistoria. De janeiro a setembro de 2026, foram cerca de 1,2 mil denúncias de possíveis focos do Aedes.

Como funciona a vistoria

A partir das demandas da população e durante as ações de rotina, os Agentes de Combate às Endemias (ACEs) e Agentes Sanitários (AS) percorrem a cidade para identificar e eliminar criadouros do mosquito, conforme orientações da equipe de coordenação técnica de Zoonoses regional.

Os motivos mais comuns de denúncias são imóveis com característica de abandono, obras de construção civil inacabadas e piscinas sem manutenção adequada. Os pedidos de vistoria são encaminhados às equipes de Vigilância e Controle de Zoonoses, que orientam os responsáveis pelo imóvel sobre as medidas necessárias para a correção ou mitigação do risco identificado.

Quando é identificado foco, é estabelecido um prazo para adequação. Em uma nova visita, caso o problema não tenha sido solucionado, a ocorrência pode ser encaminhada para os setores responsáveis pela fiscalização, sanitária e/ou urbanística, para as providências cabíveis.

Cuidados dentro de casa

A prevenção também depende da rotina semanal de cuidados nas residências. Em cerca de 10 minutos é possível verificar os principais pontos que podem acumular água. Entre as orientações estão retirar os pratinhos das plantas, manter a caixa-d’água fechada e vedada, guardar pneus em local coberto ou encaminhá-los para uma Unidade de Recebimento de Pequenos Volumes (URPV) e lavar as vasilhas dos animais.

A lista inclui ainda limpar telhas e calhas para a adequada drenagem das chuvas, descartar garrafas e recipientes sem uso, manter o lixo em saco plástico e a lixeira fechada, verificar o quintal e outros locais em busca de água parada, como canaletas de água de chuva e materiais que possam acumular água, retirar a água das bandejas externas de geladeiras e aparelhos de ar-condicionado, manter a piscina limpa e devidamente clorada e manter ralos vedados com telas anti-insetos.

“A participação da população é fundamental para prevenir e eliminar focos do mosquito Aedes aegypti. Ao identificar uma situação de risco, a denúncia ajuda as equipes a agir com mais rapidez e contribui para proteger toda a cidade”, destaca o secretário municipal de Saúde, Miguel Duarte Neto.

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