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Doorgal Andrada é candidato único à presidência da ALMG com apoio de PL e bloco de esquerda

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Doorgal Andrada é candidato único à presidência da ALMG com apoio de PL e bloco de esquerda
Imagem ilustrativa Na Savassi/IA

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) já tem um nome consolidado para comandar a Casa a partir de 2027: o deputado Doorgal Andrada (PP) é candidato único à presidência, com apoio de legendas de direita e de esquerda. A eleição da mesa diretora está marcada para fevereiro, quando os parlamentares tomam posse para a nova legislatura.

Apoio do PL, maior bancada da Casa

O PL, partido com a maior representação na nova legislatura, 21 dos 77 parlamentares, decidiu endossar Doorgal após chegar a cogitar um candidato próprio. O deputado Bruno Engler (PL), o mais votado da bancada, chegou a colocar o nome à disposição para a disputa, mas recuou ao constatar que a candidatura do pepista já estava consolidada.

Engler classificou Doorgal como um político de centro-direita, com visão semelhante à do PL em muitas pautas, e afirmou que a legenda terá "o espaço que lhe é devido" na composição da mesa. O partido pretende discutir protagonismo nas principais comissões da Casa, entre elas Constituição e Justiça; Fiscalização Financeira e Orçamentária; e Administração Pública.

Bloco de esquerda também declara voto

O bloco Democracia e Luta, formado por PT, PV, PCdoB, Rede e PSOL, também anunciou apoio a Doorgal. A deputada Leninha, presidente estadual do PT e 1ª vice-presidente da Assembleia, afirmou que a decisão foi tomada após conversas e avaliação coletiva e que o endosso não significa abrir mão das posições políticas do grupo.

Segundo ela, a candidatura do deputado do PP reúne condições para construir uma presidência aberta ao diálogo e que respeite todas as bancadas, inclusive as de oposição. O bloco defende uma Assembleia independente, com autonomia para fiscalizar o Executivo e respeitar a diversidade de posições.

Tradição de consenso

A definição do comando da Assembleia é historicamente marcada por articulações de bastidores e pelo fechamento dos 77 deputados em torno de um único nome. As presidências dos últimos quatro mandatos, assumidas por Agostinho Patrus (então no PV) e por Tadeu Martins Leite (MDB), foram marcadas pelo consenso entre parlamentares e por maior autonomia de decisão da Casa em relação ao Executivo.

Além do presidente, a eleição de fevereiro define os ocupantes dos cargos de 1º, 2º e 3º vice-presidentes e de 1º, 2º e 3º secretários, todos com mandato de dois anos.

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