Comissão da Câmara de BH convoca PBH para explicar emendas não executadas
Reunião nesta quinta-feira (22/10), às 11h, no Plenário Camil Caram, vai tratar da execução de emendas impositivas ao Orçamento de BH.

A Comissão Especial de Estudo das Emendas Impositivas da Câmara Municipal de Belo Horizonte recebe, em reunião nesta quinta-feira (22/10), às 11h, representantes da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para esclarecer a não execução total ou parcial de emendas impositivas ao Orçamento municipal. O encontro, requerido pelo presidente do colegiado, Braulio Lara (Novo), ocorre no Plenário Camil Caram e pode ser acompanhado presencialmente ou por transmissão ao vivo no portal ou canal da Câmara no YouTube.
Além de tratar da execução das emendas, a reunião busca sanar dúvidas relativas às respostas fornecidas pelo Executivo a pedido de informação enviado pela comissão. O documento solicitou um relatório com o detalhamento de todas as emendas, executadas ou não, especificadas por ano e por parlamentar, no período de 2022 a 2026.
Números da execução
Na resposta enviada ao pedido de informação, a PBH aponta que, das 1.063 emendas impositivas indicadas na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, já foram concluídas 557 (60,35%) e 366 estão em execução. Outras 140 foram consideradas inexequíveis.
Já em 2026, somente 16,39% das emendas haviam sido concluídas até o período avaliado, o que corresponde a 186 indicações de um total de 1.135 consideradas viáveis. Ainda segundo a prefeitura, 952 projetos relacionados à LOA 2026 estão atualmente em andamento. Há também duas emendas sendo executadas referentes ao ano de 2022; 78 correspondentes ao exercício de 2023; e 256 ao de 2024.
Justificativas do Executivo
O Executivo justifica que, para concluir uma emenda, são necessárias ações além da parte financeira, envolvendo etapas e providências administrativas que podem variar conforme a natureza de cada objeto, como adequações orçamentárias, superação de impedimentos técnicos, instrução de processos, procedimentos licitatórios e formalização de parceria, entre outros. Isso explicaria o alto número de projetos ainda em andamento, conforme esclarece a PBH.
Além disso, uma mudança recente nas normas, que passou a exigir a apresentação prévia do plano de trabalho como condição para a efetivação de repasses, teria afetado o calendário previsto de execuções. “Essa alteração procedimental impactou, especialmente no exercício de 2026, o cronograma de execução das emendas destinadas à área hospitalar, uma vez que a formalização dos repasses passou a demandar etapas adicionais”, explica a subsecretária de Emendas Parlamentares, Gabriela de Freitas Andrade.
Fiscalização e convidados
Ao pedir informações a respeito das emendas, Braulio Lara destaca que o objetivo é compreender “o destino de milhões de reais destinados a intervenções específicas, que muitas vezes não são realizadas”. No convite para a reunião, o vereador também reforçou a função fiscalizatória do Legislativo Municipal, com o dever de rastrear a origem e o destino dos recursos públicos. “O Poder Legislativo municipal opera de forma independente e deve fiscalizar as ações do Executivo, além de resguardar o bom uso dos recursos públicos, sendo necessárias explicações sobre os recursos destinados ao Orçamento (...)”, declarou o vereador.
Para conceder os esclarecimentos necessários, foram convidados os titulares da Secretaria Municipal de Fazenda, atualmente presidida por Pedro Meneguetti, e da Subsecretaria de Emendas Parlamentares Municipais, liderada por Gabriela de Freitas Andrade.
FONTE: Câmara Municipal de Belo Horizonte

