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Cleitinho Azevedo é eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno

Senador Cleitinho Azevedo venceu a disputa pelo governo de Minas neste domingo (4) e assume o Palácio Tiradentes em janeiro de 2027.

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Cleitinho Azevedo é eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno
Imagem ilustrativa Na Savassi/IA

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito governador de Minas Gerais neste domingo (4), em decisão já no primeiro turno. Com 5.347.531 votos apurados até as 20h15, equivalentes a 55,09% do total, o candidato conquistou o cargo e assumirá o comando do Palácio Tiradentes a partir de janeiro de 2027. A diferença para o segundo colocado, Patrus Ananias (PT), era de cerca de 2,8 milhões de votos, quando ainda faltavam 2,4 milhões de votos a serem apurados.

Vitória em Belo Horizonte

Na capital mineira, Cleitinho também foi o mais votado. Com 99,8% das urnas apuradas, ele somou 561.443 votos, o que corresponde a 40,6% do total. Patrus Ananias ficou em segundo lugar na cidade, com 411.858 votos (29,84%).

A terceira colocação em Belo Horizonte ficou com Alexandre Kalil (PDT), que recebeu 130.363 votos (9,44%), seguido por Flávio Roscoe (PL), com 124.978 votos (9,05%), e Gabriel Azevedo (MDB), com 75.336 votos (5,46%). O atual governador Mateus Simões (PSD) teve 58.873 votos (4,27%).

Cinco candidatos não alcançaram 1% dos votos totais em Minas Gerais: Ben Mendes (Missão), com 0,84%; Indira Xavier (UP), com 0,26%; Professor Túlio Lopes (PCB), com 0,1%; Rafael Duda (PSTU), com 0,05%; e Henrique Áreas (PCO), que teve a candidatura anulada sob júdice e registrou 0,02%.

Trajetória e campanha

Nascido em Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro, Cleitinho acompanhou a apuração na cidade natal, ao lado de apoiadores. A eleição deste domingo marca o quarto cargo público de sua trajetória: foi vereador de Divinópolis em 2016, deputado estadual em 2018 e senador em 2022, mandato que agora será ocupado pelo empresário Alex Coelho Diniz (PL).

A campanha foi liderada por ele de ponta a ponta, com participação em apenas dois debates. As pesquisas já indicavam seu crescimento ao longo das últimas semanas e a possibilidade de vitória sem segundo turno, cenário que o próprio candidato tratava como possível desde meados de setembro.

Desafios do novo governo

Cleitinho assume o estado sem nunca ter ocupado um cargo de administrador na gestão pública. O principal desafio será a saúde financeira de Minas Gerais: o déficit previsto para 2027 chega a R$ 7,67 bilhões, conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias sancionada em agosto. A dívida total soma R$ 208,87 bilhões, sendo mais de R$ 187 bilhões devidos à União no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

Uma das principais propostas de campanha foi a redução pela metade da alíquota do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), medida que enfrentou resistência de prefeitos preocupados com as finanças municipais. O IPVA contribui para o pagamento de folha salarial e despesas municipais e injeta anualmente mais de R$ 2 bilhões no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

O novo governador também enfrentará cobranças do funcionalismo público. Servidores da segurança pública pedem recomposição salarial acima dos 50%, e outras categorias cobram isonomia nas negociações de perdas salariais. Cálculos do Sindpúblicos-MG indicam que parte do funcionalismo ficou sem recomposições inflacionárias entre 2013 e 2021, e mais de 25 mil servidores do Executivo estadual recebem menos de um salário mínimo.

Na área de infraestrutura, caberá a Cleitinho atuar na finalização das obras dos Hospitais Regionais de Governador Valadares e Conselheiro Lafaiete, além do imbróglio judicial que trava as obras do Rodoanel Metropolitano, parado no Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6). Para a Grande BH, o desafio inclui a construção da linha 2 e a ampliação do metrô da capital.

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