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Bar do Claudão abre no Edifício Central, no Centro de BH, com proposta analógica

Novo bar de Claudão, sócio d'A Obra, ocupa loja de 9 m² no segundo andar do Edifício Central e aposta em vitrolas, rádios de pilha e máquinas de escrever.

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Bar do Claudão abre no Edifício Central, no Centro de BH, com proposta analógica
Imagem ilustrativa Na Savassi/IA

O Bar do Claudão abriu as portas nesta quinta-feira (8), no Edifício Central, no Centro de Belo Horizonte. O espaço fica no segundo andar do prédio, ao lado da Praça da Estação, e começou a funcionar a partir das 17h. A abertura oficial veio depois de um primeiro encontro, na quarta-feira (7), quando o local recebeu amigos e convidados para um aquecimento antes do início do funcionamento regular.

Loja de 9 m² e proposta analógica

O bar ocupa uma loja de 9 m², próxima à escada do edifício, e tem capacidade para 40 pessoas. O tamanho reduzido faz parte da proposta. O espaço investe em objetos analógicos, como vitrolas, rádios de pilha e máquinas de escrever disponíveis para uso dos clientes. Cada mesa tem um radinho, já sintonizado na estação do estabelecimento.

A ideia é que, quando o cassete ou o vinil em rotação terminar, uma mesa seja sorteada para escolher o próximo trabalho a tocar, entre um acervo de rock, punk, reggae, MPB, latinidades, world music e partido-alto, entre outros estilos. O bar também oferece empréstimo de câmeras analógicas, com modelos automáticos para iniciantes e equipamentos profissionais para quem já domina a fotografia. O local vende filmes e faz a intermediação com o laboratório responsável pela revelação e impressão. Os sócios também planejam instalar um orelhão para ligações gratuitas no local.

Quem está por trás

Cláudio Vieira Rocha, conhecido na cena belo-horizontina como Claudão Pilha, é DJ e um dos sócios d'A Obra, tradicional espaço da noite da cidade. Ao lado do violonista David Anaya, ele desenvolveu o novo projeto como uma espécie de boteco, mas com uma proposta diferente: estimular os clientes a desacelerarem e aproveitarem o ambiente, a conversa e as experiências ao redor.

Segundo Claudão, a ideia de ter um bar pequeno, "uma portinha mesmo", existe desde antes de ele abrir A Obra. Ele conta que sempre quis um lugar com poucas mesas, onde pudesse ficar sentado, conversar com as pessoas e servir uma cerveja gelada e petiscos gostosos. Sobre a proposta analógica, afirma que o digital não precisa ser eliminado, mas que o bar quer oferecer uma alternativa e lembrar que existem outras maneiras de ouvir música, conversar e ocupar o tempo.

Cardápio e entorno

No cardápio, a aposta são pratos de consumo rápido, como capetinhas, pequenos espetos mistos em conserva, e sanduíches de churrasco, além de opções veganas. A experiência não fica restrita ao interior do estabelecimento, podendo ocupar corredores, outros pontos do prédio, a porta do edifício e até a região da Praça da Estação.

A escolha do endereço tem relação com a diversidade de públicos que circulam pelo Edifício Central. Para Claudão, o local acompanha um movimento semelhante ao observado no Mercado Novo, com a ocupação de espaços do Centro por bares e outros negócios voltados a diferentes gerações.

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