Prêmio Leda Maria Martins terá 10ª edição em dezembro de 2026 em BH
Premiação de artes cênicas negras homenageia os 30 anos do FAN-BH e será entregue na Academia Mineira de Letras, no Centro.

A 10ª edição do Prêmio Leda Maria Martins de Artes Cênicas Negras (PLMM) foi anunciada e vai homenagear os 30 anos do Festival Internacional de Arte Negra de Belo Horizonte (FAN-BH). O anúncio foi feito pelo idealizador da premiação, Denilson Tourinho, durante o Seminário Gira Futuro, em Belo Horizonte. A cerimônia de entrega dos troféus está marcada para 1º de dezembro de 2026, uma terça-feira, a partir das 18h30, na Academia Mineira de Letras, no Centro da capital.
Tema da edição e homenagens
A edição de 2026 terá como tema “Ecos do Projeto Tricentenário da Imortalidade de Zumbi dos Palmares (1995)”. A premiação vai contemplar apresentações cênicas que integraram a programação do FAN-BH ao longo de suas três décadas, além de prestar homenagens a curadores e gestores culturais ligados à criação do projeto realizado em 1995 e do próprio festival.
A solenidade também prestará tributo aos Saberes do Rosário e às tradições afrodiaspóricas de Belo Horizonte.
Histórico da premiação
Criado em 2017, o prêmio é dedicado às artes cênicas negras e tem como referência o legado cultural e intelectual da professora e dramaturga Leda Maria Martins, que assina a consultoria da iniciativa. A premiação destaca montagens de diferentes períodos das artes cênicas negras, relembrando parte da memória e debatendo o futuro da produção afro-brasileira.
Segundo o idealizador da premiação, a aproximação entre festival e prêmio retoma uma relação histórica entre iniciativas de valorização das artes negras. Ele destaca que o FAN-BH tem como referência o FESMAN, festival mundial de artes negras realizado no continente africano, e que o Prêmio Leda Maria Martins, quando surge em 2017, já tinha como referência essa produção de valorização e reconhecimento representada pelo Festival de Arte Negra.
Anúncio em seminário
O anúncio foi feito durante o Painel 3 – Internacionalização/Multiáreas do Seminário Gira Futuro, dedicado à produção artística negra contemporânea. O painel reuniu representantes da dança, do teatro e da música para discutir a projeção da produção negra a partir da circulação, da ancestralidade, da inovação estética e da construção de pontes para ampliar o reconhecimento da arte negra.
Com mediação de Roger Deff, rapper e pesquisador da cena de Belo Horizonte, participaram do painel Denilson Tourinho, Laís Moreira, Júnia Bertolino e Rui Moreira.
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