Praça Sete recebe espetáculo gratuito nesta quarta; balé 50+ se apresenta na sexta
Intervenção urbana ocupa a Praça Sete na quarta (7), às 12h, e Ballet 50+ leva "Movimento em Cena" ao Teatro Sesiminas na sexta (9), às 19h30.

A Praça Sete, no centro de Belo Horizonte, será palco de um espetáculo gratuito nesta quarta-feira (7), às 12h. A intervenção urbana “Andanças: entre o drama e a comédia” é idealizada e protagonizada pelo multiartista mineiro Paulo Guerra, que interpreta a personagem Cidoca. A apresentação marca o ponto de partida do projeto, que pretende ocupar espaços urbanos de grande circulação e aproximar o teatro do cotidiano da população.
A peça mistura encenação cênica e intervenções, com aparições virtuais e presenciais, transformando a praça pública em palco aberto. A narrativa acompanha a tentativa de Cidoca de organizar um tradicional almoço de família, com uma sequência de mal-entendidos, conflitos domésticos e receitas que dão errado. Por trás do humor, o texto aborda as pressões e expectativas enfrentadas sobretudo por mães e mulheres brasileiras.
Personagem popular na internet
Cidoca é a figura mais popular criada por Paulo Guerra na internet, onde o artista soma mais de 10 milhões de seguidores nas redes sociais. O projeto expande a presença da personagem para além das telas, com aparições surpresa em locais do cotidiano, como supermercados, padarias, pontos de ônibus e praças públicas.
Depois da estreia na capital mineira, a personagem segue se apresentando por cidades da Grande BH e do interior do estado, como Brumadinho, Matozinhos e Carmo da Mata, nos dias 8, 9 e 10 de outubro, respectivamente. Todas as apresentações são gratuitas e ocorrem às 12h.
Ballet 50+ leva cinema ao palco do Sesiminas
Na sexta-feira (9), às 19h30, o Teatro Sesiminas, na rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, recebe o espetáculo “Movimento em Cena”, do Ballet 50+. As 73 bailarinas do grupo têm entre 53 e 84 anos e vão interpretar 16 coreografias inspiradas em filmes que marcaram diferentes gerações.
O repertório passa pelo balé clássico, pela dança contemporânea e pelo pop rock dos anos 1970, com músicas de produções como New York, New York (1977), Loucuras de Verão (1973) e Titanic (1997). A entrada é mediante doação voluntária de 1 kg de alimento não perecível, e é necessário retirar o ingresso antecipadamente pelo telefone (31) 99493-4221, com Meiry de Paula. Os alimentos arrecadados serão destinados ao Instituto de Apoio e Orientação às Pessoas em Situação de Rua (Inaper) e ao Lacre do Bem.
O espetáculo é realizado pelo Ballet 50+, projeto desenvolvido pela Associação Meiry Ismeria de Paula. A fisioterapeuta e coordenadora da iniciativa, Meiry Ismeria de Paula, afirma que a escolha do cinema como tema está relacionada às memórias e emoções que os filmes despertam. “Escolhemos o tema porque o cinema desperta memórias e emoções que dialogam com as vivências das nossas bailarinas. Ao levar essas histórias ao palco, queremos valorizar a criatividade e a força expressiva das mulheres com mais de 50 anos, mostrando que a arte pode ser vivida e reinventada em qualquer fase da existência”, diz.
Dança como transformação
Entre as bailarinas que estarão no palco está Maria Elizabeth Abreu Araújo, que começou a fazer balé aos 56 anos, depois de enfrentar uma cirurgia de hérnia de disco que afetou seu equilíbrio e sua coordenação motora. Desde então, a dança passou a fazer parte do processo de recuperação. De acordo com Meiry, Maria Elizabeth apresentou avanços no equilíbrio, na coordenação, na consciência corporal e na segurança para executar os movimentos.
Aos 65 anos, Maura Gordiano de Castro é outra integrante do grupo que encontrou na dança uma maneira de transformar a rotina. Ela procurou o balé inicialmente como forma de praticar atividade física, mas, com o tempo, percebeu que os efeitos iam além do exercício.
O Ballet 50+ realiza espetáculos desde 2022. Inicialmente, eram duas apresentações por ano; em 2025, foram três. Em 2026, a programação foi ampliada para quatro espetáculos, sendo que um deles já foi realizado. A expansão também permitiu levar o grupo para um teatro maior e ampliar a participação de mulheres de baixa renda que tinham o sonho de fazer balé, mas nunca haviam tido a oportunidade. A iniciativa ganhou força com o patrocínio da MedSênior, que possibilitou a produção de figurinos, a inclusão de novas alunas, a oferta de lanches nos dias de apresentação e a realização dos espetáculos em espaços maiores.
Bairros nesta matéria: Centro, Santa Efigênia


