Palácio das Artes terá restauração após 30 anos; primeira fase terá R$ 10 milhões
Termo de compromisso para restauro do Palácio das Artes é assinado nesta quinta, em BH, com investimento inicial de R$ 10 milhões.

O Palácio das Artes, em Belo Horizonte, vai passar por obras de restauração após cerca de 30 anos de espera. O termo de compromisso para a concretização do projeto será assinado nesta quinta-feira, às 16h45, no foyer do Grande Teatro Cemig. A primeira fase do serviço terá investimento de R$ 10 milhões.
A parceria envolve o Ministério Público de Minas Gerais e o governo estadual, com representantes da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo. O compromisso estabelece as bases para as ações relacionadas ao restauro do complexo cultural, um dos principais equipamentos mineiros.
O anúncio chega no momento em que o Palácio das Artes completa 55 anos de história. O espaço é administrado pela Fundação Clóvis Salgado e recebe óperas, música erudita e popular, shows de artistas brasileiros e internacionais, peças, exposições e mostras de cinema, além de cursos de formação profissional.
Um complexo de 18 mil metros quadrados
Localizado na Avenida Afonso Pena, número 1.537, no Centro da capital, o Palácio das Artes é um complexo de 18 mil metros quadrados, com quatro andares, circundado pelo Parque Municipal Américo Renné Giannetti. O Grande Teatro tem 1,7 mil lugares.
O prédio abriga a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, o Coral Lírico de Minas Gerais e a Cia. de Dança Palácio das Artes, além do Centro de Formação Artística e Tecnológica, com cursos básicos e profissionalizantes de artes visuais, dança, música, teatro e tecnologias da cena. O complexo também dispõe de galerias de artes visuais, cinema e salas para lançamento de livros, palestras, congressos e seminários.
Origem ligada a JK e Niemeyer
O Palácio das Artes nasceu da visão de Juscelino Kubitschek quando prefeito de BH, entre 1940 e 1945, com a encomenda ao arquiteto Oscar Niemeyer do projeto de um centro cultural no Centro da capital, junto ao Parque Municipal. As obras foram iniciadas em 1942.
O arquiteto projetou o teatro de forma que a fachada ficasse voltada para o parque, ligado à Afonso Pena por uma passarela de concreto. Ao longo de sua trajetória, o espaço recebeu espetáculos de nomes como Roberto Carlos, Gal Costa, Mikhail Baryshnikov, Bibi Ferreira, José Saramago, Piazzolla, Madredeus, Sebastião Salgado, Elis Regina e Antunes Filho.
Atualmente, parte da história da casa pode ser vista na exposição “Acervo Palácio das Artes – seria uma rima, não seria uma solução”, que reúne quadros, esculturas, fotografias e outros itens do acervo artístico da instituição.
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