BH, 20 de outubro de 2026
Terça-feira, 19:02

Mostra Cinema dos Quilombos exibe 18 filmes no Cine Santa Tereza

Festival começa nesta quarta (21/10) e vai até sábado (24/10), com sessões presenciais e virtuais; entrada é gratuita.

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Mostra Cinema dos Quilombos exibe 18 filmes no Cine Santa Tereza
Imagem ilustrativa Na Savassi/IA

A 9ª Mostra Cinema dos Quilombos começa nesta quarta-feira (21/10) e segue até sábado (24/10) no Cine Santa Tereza, na região Leste de Belo Horizonte. O festival reúne 18 filmes realizados por quilombolas ou por parceiros diretos das comunidades, com produções de Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Sergipe e São Paulo.

As sessões presenciais acontecem duas vezes por dia, às 17h e às 19h. Boa parte da programação termina em conversa com diretores e equipes: dos 18 filmes exibidos, 14 contam com debate após a sessão. Para quem não puder ir ao cinema, as produções ficam disponíveis por um mês, até 21 de novembro, no site do evento.

Programação de abertura e encerramento

A abertura, na quarta, às 17h, traz o documentário “Mãe do Ouro”, feito por jovens da comunidade Colônia do Paiol, de Bias Fortes (MG), sobre a lenda que dá título ao filme, além de outros curtas, entre eles “Vão das Almas”, ficção ambientada no quilombo Kalunga, em Cavalcante (GO). Às 19h, a sessão tem acessibilidade em Libras e exibe “Na Pisada de Vovó”, sobre o festejo do Reino Treze de Maio, no bairro Concórdia, em BH, e “Cordões e sinos de além-mar”, sobre as festas de Congado em Minas.

O encerramento, no sábado, às 19h, fica com “A.V.Ó – Ancestralidade Viva na Oralidade”, dirigido por um morador do Quilombo do Manzo, em BH, e por Fernanda de Oliveira. O documentário acompanha a investigação do jovem sobre sua genealogia materna e paterna e registra memórias da avó paterna, ligada ao candomblé, morta em 2024.

Temas e origem da seleção

Segundo a curadoria, os temas centrais desta edição não partiram de um recorte fechado previamente: foram se delineando a partir das inscrições, que acontecem em fluxo contínuo. Entre as palavras-chave que se destacam estão memória, tradições e valorização dos territórios.

A mostra também é resultado de um chamado permanente para filmes. Desde a primeira edição, realizada online em 2020, em plena pandemia, obras de todas as regiões do país já foram exibidas. Para a organização, isso reforça a demanda por janelas de exibição para esse tipo de produção. O festival já passou por territórios quilombolas, como o Quilombo dos Marques, no Vale do Mucuri, e os quilombos Manzo e do Açude, em BH, e promove oficinas de produção cinematográfica nas comunidades.

Outros destaques

Na sexta, às 19h, sessão com Libras exibe “Benvindos”, único longa-metragem da mostra. O filme acompanha os herdeiros do Quilombo do Retiro, em Vitória (ES), e os conflitos do território com proprietários de terras da região. No sábado, às 17h, entram “Percília”, sobre o cotidiano de uma mestra da cultura Kalunga, raizeira e puxadora de sussa na Chapada dos Veadeiros, e “Águas Sagradas”, da belo-horizontina Ana Terra, sobre a luta da comunidade Carolinos, em BH, por saneamento básico e pela despoluição do Córrego do Cachoeirinha.

Os ingressos são gratuitos e estão disponíveis no Sympla. Metade das entradas fica reservada para retirada 30 minutos antes de cada sessão, na bilheteria do cinema.

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Bairros nesta matéria: Santa Tereza, Concórdia

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