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Documentário sobre clube negro de Paracatu é exibido no Cine Santa Tereza

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Documentário sobre clube negro de Paracatu é exibido no Cine Santa Tereza
Divulgação/Ministério Público de Minas Gerais

A história de resistência da população negra de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais, chega às telas de Belo Horizonte no dia 18 de novembro, às 19h. O documentário "Nós queremos dançar o Carnaval – A história de um clube negro do Brasil" será exibido no Cine Santa Tereza, como parte da programação do programa Sobre Tons.

A produção resgata a trajetória da Sociedade Operária Paracatuense (SOP), conhecida popularmente como Saca Rolha, primeiro clube fundado por pessoas negras no município, em 1950. O filme tem direção de Gustavo Nolasco e duração de 61 minutos.

Como garantir o ingresso

Metade dos ingressos será disponibilizada pela plataforma Sympla uma semana antes da exibição. Os demais serão distribuídos gratuitamente na bilheteria do cinema, meia hora antes do início da sessão.

A história do Saca Rolha

Criado pelo sanfoneiro, compositor e operário Luís de Darillo, no bairro Santana, o clube surgiu como resposta à discriminação racial que impedia pessoas negras de frequentar espaços de convivência e lazer utilizados pela elite econômica e social da cidade. Além de festas e bailes, o Saca Rolha promoveu desfiles de Carnaval, atendendo a uma reivindicação da comunidade negra paracatuense por participação nas manifestações culturais e na vida social do município.

O clube encerrou suas atividades em 1958, após a morte repentina de seu fundador, mas deixou um legado importante na luta contra o racismo em Paracatu. O documentário reúne depoimentos de familiares dos fundadores, antigos frequentadores, moradores do bairro Santana, juristas e historiadores. Entre os entrevistados estão a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Edilene Lobo e a promotora de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) Lívia Vaz. O longa também apresenta imagens inéditas de Paracatu nas décadas de 1940 e 1950.

Apoio e lançamento

Produzido pelo Observatório de Comunicação (Lei.A), o filme conta com o apoio do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Coordenadoria de Combate ao Racismo e a Todas as Outras Formas de Discriminação (Ccrad) e da Assessoria de Comunicação Integrada (Asscom). A pesquisa e a produção integram o projeto "Sociedade Operária Paracatuense: um resgate à sua história", viabilizado por meio de medidas compensatórias destinadas pela Plataforma Semente.

O filme foi lançado em 10 de abril de 2026, em uma exibição na Praça do Santana, em Paracatu, que reuniu cerca de 500 pessoas. As gravações mobilizaram mais de 100 participantes, entre profissionais da comunicação e da cultura, pesquisadores, historiadores, músicos, moradores da cidade, servidores públicos e integrantes do Ministério Público.

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Bairros nesta matéria: Santa Tereza

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