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CineBH e Brasil CineMundi debatem políticas públicas do audiovisual em BH

Painéis nesta quinta (24) e sexta (25), no Cine Theatro Brasil, discutem a Belo Horizonte Film Commission e os 8 anos do programa BH nas Telas.

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CineBH e Brasil CineMundi debatem políticas públicas do audiovisual em BH
Rafael Costa/PBH

As políticas públicas municipais para o audiovisual estarão em pauta na 20ª Mostra CineBH e no 17º Brasil CineMundi, com a participação da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) e da Fundação Municipal de Cultura (FMC) em dois painéis, nesta quinta (24) e sexta-feira (25), no Cine Theatro Brasil, no Centro. As discussões terão como foco as atuações da Belo Horizonte Film Commission e do programa “BH nas Telas” em frentes como atração de produções, desenvolvimento do mercado, economia criativa, formação e internacionalização.

Na quinta-feira, a Belo Horizonte Film Commission participa do painel “Film Commissions e o mercado global: território, economia criativa e atração de produções”. Já na sexta, o painel “BH nas Telas: 8 anos de programa e perspectivas para o futuro” reúne representantes da SMC, da FMC e de equipamentos municipais de cultura para discutir a trajetória e os próximos passos da política municipal para o audiovisual.

Para a secretária municipal de Cultura, Cida Falabella, a participação na Mostra CineBH e no Brasil CineMundi contribui para ampliar as conexões do audiovisual de Belo Horizonte com o mercado nacional e internacional e dar visibilidade às políticas públicas desenvolvidas na cidade. “Temos trabalhado para criar condições para que a produção audiovisual se desenvolva na cidade, ampliando oportunidades, fortalecendo profissionais e empresas e conectando Belo Horizonte às redes nacionais e internacionais do setor. O 'BH nas Telas' e a Belo Horizonte Film Commission são parte desse movimento de construção de uma política audiovisual cada vez mais estruturada e conectada com a economia criativa”, afirma.

A presidenta da Fundação Municipal de Cultura (FMC), Bárbara Bof, destaca a importância dos equipamentos culturais municipais na construção das políticas, especialmente nas áreas de difusão, formação, pesquisa e preservação do audiovisual. “O fortalecimento do audiovisual passa por uma política pública que contempla diferentes dimensões, da produção e da formação à circulação, à preservação e ao acesso. Nesse processo, os nossos equipamentos e a Escola Livre de Artes Arena da Cultura têm papel fundamental, ao ampliar o acesso ao cinema, formar público, preservar acervos e contribuir para a pesquisa e a difusão da memória audiovisual. Essa atuação integrada fortalece o audiovisual em Belo Horizonte e amplia sua presença na vida cultural da cidade”, destaca.

Realizados pela Universo Produção, a 20ª Mostra CineBH e o 17º Brasil CineMundi acontecem de 22 a 27 de setembro, em diversos espaços culturais da cidade e com encontros virtuais complementares. A programação reúne profissionais brasileiros e estrangeiros em atividades de mercado, debates, formação, intercâmbio e coprodução internacional. O CineBH e o Brasil CineMundi integram o Cinema Sem Fronteiras – Programa Internacional de Audiovisual. Os eventos marcam a continuidade da parceria entre a Prefeitura de Belo Horizonte, o Ministério Público de Minas Gerais, por meio do Fundo Especial do Ministério Público (Funemp) de Minas Gerais, e o Instituto Universo Cultural.

Painel discute papel da Film Commission

O painel “Film Commissions e o mercado global: território, economia criativa e atração de produções” acontece na quinta-feira (24), das 18h às 19h, no Cine Theatro Brasil. A mesa reunirá Thaylane Cristina, gestora da Belo Horizonte Film Commission e do Núcleo BH nas Telas; Leonardo Edde, presidente da RioFilme; e Luana Melgaço, produtora e sócia da Anavilhana, para discutir atração de produções, facilitação de filmagens, políticas de incentivo, geração de trabalho e renda e turismo cinematográfico.

“A Film Commission tem um papel fundamental na construção de um ambiente favorável para quem quer filmar em Belo Horizonte. Nosso trabalho é facilitar o diálogo entre as produções, o poder público e os territórios, tornando a cidade cada vez mais preparada para receber filmagens e, ao mesmo tempo, fortalecendo nossa capacidade de atrair investimentos, gerar trabalho e ampliar a circulação de Belo Horizonte no mercado audiovisual nacional e internacional”, destaca Thaylane.

A Belo Horizonte Film Commission atua na atração e facilitação de produções audiovisuais na capital, promovendo a cidade como destino audiovisual e aproximando o poder público, profissionais e territórios. Como exemplo do impacto econômico do setor, duas produções mineiras integraram a lista de pré-selecionados ao Oscar 2027: “Nosso Segredo”, de Grace Passô, e “Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martins. Juntos, os filmes movimentaram R$10 milhões em Belo Horizonte e geraram 860 postos de trabalho.

Desde que foi lançada, em 2022, a Film Commission de BH alcançou resultados significativos: 1.384 diárias de filmagem e 1.643 locações, com a emissão de 882 autorizações para produções audiovisuais. Esse movimento resultou em um impacto econômico direto superior a R$ 109 milhões investidos em Belo Horizonte, além da geração de mais de 16 mil postos de trabalho.

BH nas Telas completa 8 anos com lançamento de manual

Na sexta-feira (25), das 10h30 às 11h45, o painel “BH nas Telas: 8 anos de programa e perspectivas para o futuro” irá reunir a secretária municipal de Cultura, Cida Falabella; a presidenta da FMC, Bárbara Bof; a gestora da Belo Horizonte Film Commission e do Núcleo BH nas Telas, Thaylane Cristina; a coordenadora de Audiovisual da Escola Livre de Artes Arena da Cultura (ELA-Arena), Alessandra Brito; a coordenadora do Cine Santa Tereza, Carla Maia; e o coordenador do Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte (MIS BH), Thiago Veloso. Na ocasião, será lançado o “Manual de boas práticas de filmagens da Belo Horizonte Film Commission”, material que irá contribuir para uma relação mais organizada e colaborativa entre produções audiovisuais, poder público, profissionais do setor e os espaços utilizados para as gravações.

O encontro apresenta a trajetória do “BH nas Telas”, criado em 2018 para estruturar a política municipal para o audiovisual, com ações de formação, fomento, produção, difusão, preservação, atração e facilitação de filmagens e internacionalização. Entre 2018 e 2025, foram investidos mais de R$ 50 milhões em editais e ações estratégicas. Em 2026, o programa conta com novo edital de R$ 2 milhões, destinado à produção, circulação, pesquisa, formação e inovação audiovisual.

Bairros nesta matéria: Centro

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