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Tribunal de Justiça exibe filme para pessoas em situação de rua em BH

Sessão especial do Cineclube TJ recebeu dezenas de pessoas em situação de rua no Centro, com exibição de "Uma Vida de Esperança"

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Tribunal de Justiça exibe filme para pessoas em situação de rua em BH
Divulgação/Tribunal de Justiça de Minas Gerais

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais realizou uma sessão especial do Cineclube TJ voltada para pessoas em situação de rua de Belo Horizonte na segunda-feira (21/9), no Auditório da Corregedoria-Geral de Justiça, no Centro. A exibição do filme "Uma Vida de Esperança" (2024), dirigido por Jon Gunn, recebeu dezenas de espectadores assistidos por três instituições filantrópicas: Canto da Rua, Instituto de Apoio e Orientação a Pessoas em Situação de Rua (Inaper) e Unidade de Acolhimento Institucional para Mulheres.

A ação foi uma iniciativa do Núcleo do Voluntariado (NV) e da Superintendência de Projetos Artísticos e Culturais do TJMG. Segundo a desembargadora Maria Luíza de Marilac, superintendente do NV, o objetivo foi proporcionar inclusão e acesso à cultura para a população vulnerável. "Uma boa e comovente história que leva esperança para essas pessoas que, muitas vezes, não conhecem os seus direitos e acabam permanecendo nas ruas ou em abrigos da cidade. A cultura não é um privilégio, é um direito de todos", afirmou.

O filme e sua mensagem

"Uma Vida de Esperança" narra a história real de Sharon Stevens, uma cabeleireira determinada que luta contra o alcoolismo. A protagonista, vivida por Hilary Swank, encontra novo propósito ao mobilizar uma comunidade inteira para salvar a vida de Michelle Schmitt, uma menina de 5 anos que perdeu a mãe e precisa urgentemente de um transplante de fígado. A obra aborda o poder da solidariedade e da empatia como ferramentas de cura e transformação.

Reações dos participantes

Espectadores destacaram a importância da iniciativa. Wilder Antônio Valadares da Silva, 38 anos, ajudante de obras, afirmou: "Foi um privilégio ter esta oportunidade, em um ótimo ambiente. Essa sessão de cinema foi maravilhosa". Jean Henrique Pinto Alves, 34 anos, lanterneiro, ressaltou: "O Tribunal está nos vendo como seres humanos, sem preconceito por estarmos tão vulneráveis, vivendo nas ruas".

Paula Pereira Rocha, 26 anos, que está há oito meses na instituição Canto da Rua, considerou o dia especial. "Tivemos a chance de assistir a um filme muito especial que pode nos ajudar, nos motivando a ter uma vida melhor", comentou. Erick Douglas Medeiros, 29 anos, pintor, também elogiou: "Estar aqui é muito bom, muito melhor do que estar nas ruas. O filme nos influenciou positivamente para que possamos pensar em coisas melhores".

O corregedor-geral de Justiça, desembargador Raimundo Messias Júnior, destacou a atuação do Núcleo do Voluntariado: "Muitos sequer tiveram a oportunidade de entrar em uma sala de cinema. Nesta tarde, eles puderam assistir a um grande filme que retrata uma emocionante história de vida e de superação".

Bairros nesta matéria: Centro

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