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TJMG leva juiz e liderança indígena a escola do Barro Preto

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TJMG leva juiz e liderança indígena a escola do Barro Preto
Imagem ilustrativa Na Savassi/IA

O programa "Conhecendo o Judiciário" promoveu nesta quarta-feira (28/10) uma edição sobre direitos dos povos indígenas com 180 estudantes de Ensino Fundamental e Médio da Escola Estadual Professor Caetano Azeredo, no Barro Preto, em Belo Horizonte. A atividade foi realizada nos turnos da manhã e da tarde.

A conversa com os alunos teve a participação do juiz auxiliar da 3ª Vice-Presidência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Matheus Moura Matias Miranda, que também é juiz adjunto do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania para demandas de Direito relativas a indígenas, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais da Justiça de 1º e 2º Graus (Cejusc Povos e Comunidades Tradicionais), e da artesã e liderança indígena Thayna Pataxó.

Diálogo entre realidades

Segundo o juiz Matheus Moura Matias Miranda, levar o Judiciário às escolas dá aos jovens a oportunidade de conhecer o funcionamento da Justiça e os direitos dos povos indígenas. "Os projetos que levam os juízes às escolas permitem discutir questões relacionadas à Justiça com pessoas que, em breve, farão escolhas profissionais e poderão ingressar na universidade", afirmou o magistrado, destacando que o encontro também abordou a importância de respeitar as diferenças culturais.

Para Thayna Pataxó, o interesse dos estudantes em conhecer a realidade dos povos indígenas torna encontros como esse significativos. "No contexto urbano, essa conexão com os alunos, as perguntas e a vontade de saber mais são muito importantes para nós", disse a liderança, que falou ainda sobre a resistência de seu povo diante do preconceito e das desigualdades e lembrou o ataque ocorrido na aldeia nos anos 1950, conhecido como Fogo de 51.

Iniciativa e relatos

A atividade integrou a edição especial "Juízes Vão às Escolas", do projeto "Justiça e Povos Indígenas: Terra, Memória e Direito", que busca ampliar o conhecimento sobre os direitos dos povos originários e promover o diálogo entre diferentes culturas. O "Conhecendo o Judiciário" é realizado pela Diretoria Executiva de Comunicação (Dircom) do TJMG, por meio da Coordenação de Relações Públicas (Cerp).

O estudante Taylor Henrique da Silva, de 14 anos, aluno do 8º ano do Ensino Fundamental, destacou o aprendizado proporcionado pelo encontro. "Achei muito legal eles compartilharem o conhecimento com a gente. Aprendemos muita coisa e, se pudesse, visitaria uma aldeia indígena", contou.

O diretor da escola, Vítor Lucas Maciel Oliveira, ressaltou que a iniciativa contribui para aproximar os estudantes das instituições públicas. "É importante promover essa aproximação, porque muitas vezes as pessoas só têm contato com a Justiça quando enfrentam algum problema. Oferecer essa oportunidade de contato com o Tribunal é fundamental para a formação deles como cidadãos", afirmou.

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Bairros nesta matéria: Barro Preto

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