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PBH apresenta plano para período chuvoso 2026/2027 em Belo Horizonte

Grupo gestor inicia atividades com monitoramento 24h no COP-BH e obras de drenagem em várias regiões da capital mineira.

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PBH apresenta plano para período chuvoso 2026/2027 em Belo Horizonte
Rodrigo Clemente/ PBH

A Prefeitura de Belo Horizonte apresentou nesta segunda-feira (5) o plano de atuação para o período chuvoso 2026/2027, que vai de outubro a março. O Grupo Gestor de Riscos, Desastres e Eventos Climáticos Extremos (GGRDECE) iniciou as atividades com a apresentação das ações já realizadas pela PBH e o fortalecimento da articulação entre os órgãos municipais envolvidos na prevenção e no enfrentamento de situações de risco.

O GGRDECE é responsável por acompanhar todas as ações durante o período chuvoso. Composto por técnicos e especialistas de diversas secretarias, o grupo tem a missão de monitorar os efeitos das chuvas e definir medidas emergenciais. O trabalho conjunto permite ampliar a prevenção, a preparação e a resposta a ocorrências provocadas principalmente pelas chuvas intensas, como alagamentos, inundações, enxurradas, quedas de árvores e deslizamentos.

Monitoramento 24 horas no COP-BH

O monitoramento é realizado 24 horas por dia no Centro de Operações de Belo Horizonte (COP-BH), onde o grupo debate ações e analisa os efeitos dos eventos climáticos. Nas instalações do COP-BH, representantes de 20 órgãos públicos acompanham, por meio de mais de 4,5 mil câmeras, o que acontece na cidade em tempo real, incluindo o acompanhamento do nível dos córregos, bem como a identificação de quedas de árvores, alagamentos e outras ocorrências.

O subsecretário de Proteção e Defesa Civil, Elcione Menezes Alves, afirmou que cada um, na sua pasta, faz a sua parte para tornar a cidade mais resiliente. "Daqui para frente, é plantão 24 horas por dia, todos os dias da semana. É o famoso 24/7", assegurou o subsecretário, para quem não existe Defesa Civil sem a ação da população, da sociedade. "A sociedade tem que se envolver. Se a gente manda um alerta e não seguem as recomendações, provavelmente vai acontecer algum desastre", destacou ele, ao comentar a importância do engajamento social nesse esforço conjunto.

Obras concluídas entre 2025 e setembro de 2026

A Prefeitura de Belo Horizonte mantém uma série de ações para reduzir os impactos das chuvas na cidade. Entre as principais frentes está a execução de obras de drenagem, macrodrenagem e contenção, que ampliam a capacidade de escoamento das águas, protegem áreas sujeitas a erosões e contribuem para a prevenção de alagamentos e inundações. Entre 2025 e setembro de 2026, a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) concluiu intervenções em diferentes regiões de Belo Horizonte, com implantação e recuperação de sistemas de drenagem, adequação de redes e estruturas hidráulicas e intervenções voltadas à proteção de áreas urbanas.

Entre as intervenções concluídas está a recuperação do sistema de drenagem na região do Vale do Jatobá, no Barreiro, incluindo a adequação da estrutura na Avenida Perimetral. Também foram concluídas obras na Rua dos Custódios, no Bairro Beija-Flor, na região Nordeste, e intervenções de urbanização e drenagem na Rua Nízio Torres, no Bairro Ouro Preto, na Pampulha.

Na região Norte, foi concluída uma intervenção no Ribeirão do Onça, com a implantação de cercamento definitivo do Parque Ciliar e adequações associadas ao sistema de esgotamento sanitário. Também foi concluída a primeira etapa das obras de urbanização da Rua Maria de Lourdes Pinho, com implantação de drenagem e pavimentação.

Grandes obras estruturantes em andamento

Além das intervenções já concluídas, a Prefeitura trabalha na retomada de grandes empreendimentos de macrodrenagem que terão papel importante na redução dos riscos de inundação em áreas historicamente afetadas pelas chuvas.

Um dos principais projetos é a etapa dos grandes reservatórios na região de Venda Nova, que prevê a otimização do sistema de macrodrenagem dos córregos Vilarinho e Nado, e do Ribeirão Isidoro, com dois reservatórios subterrâneos: Vilarinho 2 e Nado 1. Cada estrutura tem capacidade de armazenamento de aproximadamente 105 milhões de litros de água, incluindo a laje de cobertura. O investimento total é de R$ 263 milhões, com recursos financiados pela Caixa Econômica Federal.

Já está em curso a licitação para a retomada das obras do Reservatório Vilarinho 2, que já apresenta cerca de 50% de funcionalidade e possui contrato em vigor para instalação e operação das bombas. Já o Nado 1 está com o empreendimento em revisão de projeto, com previsão de reinício em 2027.

Outra intervenção estruturante é a 1ª etapa das obras do Ribeirão Pampulha, no trecho da Praça das Águas, na região Nordeste. O projeto prevê a implantação de uma estrutura hidráulica na confluência do Ribeirão Pampulha com o Córrego Cachoeirinha, com capacidade para armazenar aproximadamente 27 milhões de litros de água, além de adequações viárias e remanejamento do interceptor de esgoto. A intervenção está sendo realizada e o investimento previsto é de aproximadamente R$ 78 milhões.

Obras em andamento ampliam capacidade de drenagem

Também estão em execução outras obras que contribuem para aumentar a capacidade de drenagem da capital. Na região da Avenida Cristiano Machado, a 2ª etapa das obras do Ribeirão Pampulha prevê a implantação de um canal paralelo ao existente, sob a pista no sentido Centro-bairro, além do remanejamento do interceptor de esgoto. O empreendimento tem como objetivo ampliar a capacidade de escoamento do sistema e reduzir o risco de inundações na região. O valor do contrato, incluindo o viaduto da Avenida Sebastião de Brito, é de R$ 261 milhões, e a previsão de conclusão é 2028.

No Barreiro, a Prefeitura também está implantando um novo sistema de drenagem na Praça Deputado José Raimundo e nas vias do entorno, no Bairro Tirol. A intervenção, iniciada em março deste ano, contempla a implantação de novas redes de drenagem e busca melhorar a eficiência das bacias de detenção Olaria e Jatobá, localizadas a jusante da região. O investimento é de R$ 14,7 milhões, com previsão de conclusão no primeiro semestre de 2027.

Outra frente é o Parque Ciliar do Onça, na região Nordeste, cuja licitação está em andamento.

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