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Pais espalham faixas em BH e cobram assinatura da CCT dos professores

Famílias de alunos de escolas particulares de BH colocaram faixas nesta segunda (28) pedindo que o Sinepe-MG assine a Convenção Coletiva de Trabalho.

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Pais espalham faixas em BH e cobram assinatura da CCT dos professores
Imagem ilustrativa Na Savassi/IA

Famílias de alunos de escolas particulares de Belo Horizonte amanheceram nesta segunda-feira (28/9) com faixas espalhadas pela cidade em apoio aos professores e pela assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. As mensagens foram afixadas nas proximidades de escolas, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e do sindicato patronal.

Entre os dizeres das faixas está “Sinepe, assine a CCT. Nenhum direito a menos para quem ensina”. A mobilização é organizada pelo Movimento das Famílias das Escolas Particulares, grupo formado por pais, mães e responsáveis de alunos que surgiu durante a paralisação dos professores, neste mês de setembro.

Impasse desde março

A negociação para renovação da CCT se arrasta desde março. O principal ponto de divergência é a proposta de dividir a convenção em duas, separando a educação básica do ensino superior a partir de 2027. O sindicato patronal defende que a mudança atende às especificidades de cada nível de ensino, enquanto o sindicato dos professores avalia que a medida enfraquece a capacidade de negociação coletiva da categoria.

Também está na mesa um reajuste correspondente à inflação medida pelo INPC, de 3,77%. Entre as cláusulas citadas no debate estão bolsas de estudo, isonomia salarial, férias coletivas e adicional extraclasse.

Greve suspensa, mas categoria segue mobilizada

Os professores iniciaram greve em 17 de setembro, o que provocou a suspensão de aulas em diversas escolas particulares da capital. A paralisação foi suspensa em assembleia no dia 22, após quase uma semana. A categoria, no entanto, aprovou o estado de greve, o que mantém a possibilidade de uma nova paralisação.

Durante audiência de conciliação no TRT, o sindicato patronal apresentou proposta com alterações em duas cláusulas da convenção: a retirada da isonomia salarial e mudanças na indenização paga em casos de redução de carga horária. O julgamento do caso está previsto para novembro.

O que dizem as famílias

Integrante do movimento e pai de dois alunos, de 11 e 17 anos, Rodrigo “Kiko” Torres afirma que as famílias acompanham as negociações desde março. Segundo ele, o grupo reúne cerca de 560 pessoas, com famílias de mais de 20 escolas, e não tem vínculo com os sindicatos envolvidos.

De acordo com o movimento, a preocupação central não é apenas a possibilidade de uma nova greve, mas o que os integrantes consideram uma possível perda de direitos dos professores. A avaliação é de que a valorização dos docentes está diretamente ligada à qualidade da educação recebida pelos alunos.

Após a audiência de conciliação, os pais passaram a buscar apoio de escolas particulares que, segundo o movimento, também demonstraram preocupação com o impasse. A intenção das faixas é pressionar as instituições de ensino a defenderem a assinatura da convenção junto ao sindicato patronal antes que o conflito chegue à etapa de julgamento.

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