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Mulher é presa suspeita de agredir filho de 9 anos na Região do Barreiro, em BH

Vídeo com agressões circulou nas redes sociais e levou Conselho Tutelar e PM até a residência; criança foi encaminhada para atendimento médico.

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Mulher é presa suspeita de agredir filho de 9 anos na Região do Barreiro, em BH
Imagem ilustrativa Na Savassi/IA

Uma mulher foi presa suspeita de agredir o próprio filho, de 9 anos, dentro de casa, na Região do Barreiro, em Belo Horizonte. A ocorrência foi registrada na terça-feira (29), depois que um vídeo com as agressões circulou nas redes sociais e ganhou repercussão.

As fontes divergem sobre o local exato: uma aponta a Vila Ecológica e outra o bairro Águas Claras, ambos na mesma região da capital.

O que mostra o vídeo

Nas imagens, a mulher aparece com uma latinha de cerveja na mão e com sinais de embriaguez. Em determinado momento, ela pega um tênis e atinge o menino várias vezes, principalmente no rosto e no corpo. A criança estava deitada em uma cama durante parte das agressões.

Segundo o registro policial, a mulher afirmou que estava apenas corrigindo o filho. Ela relatou ter recebido mensagens da direção da escola informando que, embora o menino estivesse presente na instituição, não seguia as orientações para permanecer em sala durante o horário das aulas. Ainda de acordo com o relato, a filha mais velha não teria concordado com a forma como a situação estava sendo conduzida e teria sido ela quem gravou o vídeo depois divulgado.

Como foi a ação na residência

A Polícia Militar tomou conhecimento do caso após ser acionada pelo Conselho Tutelar, que já acompanhava a família. O órgão informou aos militares que, em outras duas ocasiões, teria sido necessária a retirada das crianças da guarda da mãe por situações anteriormente apuradas.

Uma equipe do Grupo Especializado em Policiamento em Áreas de Risco (Gepar), acompanhada por policiais militares e representantes do Conselho Tutelar, foi até o imóvel. No local, os agentes encontraram a filha mais velha da mulher retirando as crianças da residência para levá-las a um local seguro.

A mãe foi encontrada sentada no chão e apresentava sinais aparentes de embriaguez, como hálito etílico, andar cambaleante e fala desconexa. Os militares também relataram condições inadequadas de higiene e salubridade na residência para a permanência de crianças.

Representantes do Conselho Tutelar observaram que as crianças estavam descalças e apresentavam marcas pelo corpo que, inicialmente, levantaram a suspeita de que elas também poderiam ter sido vítimas de agressões.

Encaminhamentos

As crianças foram encaminhadas para atendimento médico na UPA Barreiro. Uma delas foi atendida na unidade, enquanto as demais permaneciam acompanhadas pelo Conselho Tutelar aguardando avaliação.

Diante da situação encontrada no imóvel e das informações apuradas, a mulher recebeu voz de prisão. Segundo a PM, os direitos constitucionais dela foram informados, incluindo o direito de permanecer em silêncio. As crianças ficaram sob os cuidados do Conselho Tutelar.

O caso foi encaminhado para as providências da Polícia Judiciária. A Polícia Civil informou que vai apurar os fatos denunciados em procedimento instaurado na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente em Belo Horizonte, onde serão adotadas as providências cabíveis de polícia judiciária.

Bairros nesta matéria: Águas Claras, Vila Ecológica

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