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Motoboys protestam após colega relatar tiros ao urinar na rua em BH

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Motoboys protestam após colega relatar tiros ao urinar na rua em BH
Imagem ilustrativa Na Savassi/IA

Um motoboy de 24 anos relata ter sido alvo de dois disparos de arma de fogo na manhã de segunda-feira (21), na rua José Nogueira Filho, no bairro Fernão Dias, região Nordeste de Belo Horizonte. O trabalhador não foi ferido, mas um dos tiros atingiu o pneu da motocicleta, que furou.

Segundo o relato registrado pela Polícia Militar, o entregador havia acabado de concluir uma entrega quando sentiu necessidade de urinar. Ele procurou uma rua mais deserta e parou atrás de uma árvore. Ao retornar para a moto, teria sido abordado por um idoso que saiu da garagem de um prédio e passou a xingá-lo por ter urinado no local. O homem teria feito ameaças e, em seguida, ido até um carro, pegado uma arma e efetuado os disparos enquanto o motociclista deixava o endereço.

O trabalhador registrou parte da abordagem com a câmera do celular. Ele afirma que acelerou assim que percebeu que o homem estava armado. Após o episódio, procurou uma base da PM, por volta das 14h19, e registrou a ocorrência. Militares foram até o prédio indicado, tentaram contato pelo interfone, mas não localizaram o suspeito.

Investigação em andamento

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um procedimento para apurar o caso. A corporação informou que a vítima já foi ouvida e que as medidas legais cabíveis estão sendo adotadas. Até o momento, o suspeito não foi identificado oficialmente nem localizado.

Protesto e reivindicações

Nesta quarta-feira (23), cerca de 20 motoboys se reuniram em uma manifestação em solidariedade ao colega. O protesto começou na Praça Bolivia Viana, próximo à estação Minas Shopping do metrô, e seguiu em motociata até a rua José Nogueira Filho, onde ocorreu o episódio. Os participantes levaram balões brancos e cobraram providências sobre o caso.

Além da cobrança por investigação, os entregadores aproveitaram a mobilização para chamar atenção para as condições de trabalho da categoria. Profissionais afirmam que passam boa parte do dia circulando pela cidade e nem sempre encontram banheiros ou locais adequados para fazer pausas durante a jornada. A ausência de estrutura faz com que trabalhadores recorram a espaços públicos ou improvisados para necessidades básicas.

Os motoboys também relatam que hostilidade, agressões verbais, discriminação e situações de risco fazem parte da rotina de quem trabalha com entregas. Entre as reivindicações está a ampliação de pontos de apoio com banheiros e estrutura básica para entregadores de aplicativos.

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Bairros nesta matéria: Fernão Dias

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