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Justiça mantém preso suspeito de matar pai e filha de 5 anos na MG-030

Prisão em flagrante do suspeito de 30 anos foi convertida em preventiva após audiência de custódia. Crime ocorreu em Rio Acima, na Grande BH.

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Justiça mantém preso suspeito de matar pai e filha de 5 anos na MG-030
Imagem ilustrativa Na Savassi/IA

A Justiça de Minas Gerais converteu em preventiva a prisão em flagrante do homem de 30 anos suspeito de matar a tiros um jovem de 25 anos e a filha dele, de 5 anos, na MG-030, em Rio Acima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A decisão foi tomada nessa terça-feira (6), durante audiência de custódia realizada pela 1ª Vara Criminal e da Infância e Juventude da Comarca de Nova Lima. O crime ocorreu na noite da última segunda-feira (5).

Como ocorreu o ataque

De acordo com o relato registrado no processo, a família havia saído de casa, em Rio Acima, e seguia de carro em direção a Nova Lima quando percebeu que era perseguida por outro veículo. Em determinado momento, o carro perseguidor se aproximou e efetuou entre oito e dez disparos contra o Fiat Uno em que estavam o motorista, a companheira dele, de 23 anos, e a criança.

O condutor foi atingido, disse à companheira que retornaria a Rio Acima para buscar atendimento, mas perdeu os sentidos enquanto dirigia. O veículo saiu da pista e bateu contra uma cerca e a vegetação às margens da rodovia. A Polícia Militar foi acionada por volta de 23h20 por um motorista que passava pelo trecho e relatou o tiroteio.

Ao chegar ao local, os militares encontraram o homem de 25 anos já sem sinais vitais no banco do motorista. A criança foi socorrida pela própria viatura até um hospital de Rio Acima, mas sofreu parada cardiorrespiratória e não resistiu. A mãe da menina, única ocupante do veículo que não foi baleada, sobreviveu.

Prisão e apreensão

O suspeito foi preso no mesmo dia do crime, em casa, no bairro Honório Bicalho, também em Rio Acima. Segundo a polícia, ele tentou fugir pelos telhados e resistiu à abordagem, assim como familiares tentaram impedir a ação policial, o que motivou o uso de spray de pimenta e de força pela equipe. Durante as buscas no imóvel, os militares encontraram uma geladeira desativada com dois sacos contendo pó branco com características semelhantes às da cocaína, além de outras porções da mesma substância e uma bucha com características semelhantes à maconha.

O que diz a decisão judicial

Conforme os elementos apresentados à Justiça, a mãe da criança apontou o preso como autor dos disparos. Ela relatou que o suspeito teria ameaçado o motorista de morte durante uma sessão do Tribunal do Júri em que a vítima havia sido absolvida. A decisão registra que os dois homens já tinham um conflito anterior: o motorista havia sido acusado de tentar matar o suspeito em outro episódio.

Para a juíza responsável pelo caso, os elementos reunidos até o momento indicam que o ataque pode ter sido uma retaliação após a absolvição no julgamento. A magistrada destacou que a criança estava no veículo no momento dos disparos e classificou a dinâmica descrita nos autos como de elevada gravidade. Ao converter a prisão em preventiva, considerou que medidas cautelares alternativas não seriam suficientes.

Durante a audiência de custódia, o preso afirmou ter sido agredido por policiais no momento da prisão. A Justiça determinou a realização de exame de corpo de delito e comunicou o caso à Corregedoria da Polícia Militar e ao Ministério Público, para apuração no âmbito do controle externo da atividade policial. A decisão determinou ainda que o Conselho Tutelar de Rio Acima verifique a situação dos filhos do preso, que informou ser o responsável exclusivo por dois deles.

O processo segue em investigação, e a prisão preventiva não representa condenação.

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