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Justiça julga em Juatuba réu acusado de matar jovem que saía do trabalho

Tribunal do Júri de Juatuba julga nesta quarta-feira (30) homem acusado de estuprar e matar jovem de 23 anos em fevereiro; ele já tinha condenações anteriores.

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Justiça julga em Juatuba réu acusado de matar jovem que saía do trabalho
Imagem ilustrativa Na Savassi/IA

O Tribunal do Júri da Comarca de Juatuba, na Grande BH, julga na manhã desta quarta-feira (30) um homem acusado de estuprar e matar uma jovem de 23 anos na cidade, em fevereiro deste ano. A sessão será presidida pela juíza Alina Tereza de Mattos Azevedo, da Vara Única da Comarca de Juatuba. O réu está preso no Presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves.

A vítima foi vista pela última vez no dia 9 de fevereiro, ao sair do trabalho em Juatuba, onde prestava serviço para uma empresa terceirizada. Ela morava em Pará de Minas e se deslocava até Juatuba para trabalhar, e cursava Psicologia. O corpo foi encontrado no dia seguinte, segundo as investigações, oculto em uma canaleta de drenagem sob vegetação alta.

O que diz a denúncia

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, a jovem havia saído do trabalho e seguia a pé em direção ao ponto de ônibus quando passou a ser seguida pelo denunciado. Em um local ermo e de vegetação densa, ele a teria atacado. A denúncia aponta que, depois de violentar sexualmente a mulher, o homem teria provocado a morte por asfixia mecânica, com o objetivo de assegurar a impunidade do delito anterior e por razões relacionadas ao menosprezo à condição do sexo feminino. Após o crime, o suspeito teria ocultado o corpo para dificultar sua localização.

O réu foi denunciado e pronunciado por homicídio qualificado por meio cruel e para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime, além de estupro e destruição, subtração ou ocultação de cadáver.

Condenações anteriores e prisão domiciliar

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, antes do homicídio o réu cumpria pena em prisão domiciliar por roubo (quatro condenações), estupro (três condenações), atentado violento ao pudor, furto e resistência. A pena total somava 38 anos, 10 meses e 29 dias, dos quais ele já havia cumprido 23 anos, 11 meses e 19 dias, estando solto desde 20 de dezembro de 2025. Ainda conforme o TJMG, uma decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça o absolveu do crime de tráfico de drogas, o que beneficiou o réu com a progressão de regime e o cumprimento da pena em prisão domiciliar.

Família acompanha o julgamento

O irmão da vítima compareceu à sessão vestindo uma camiseta com uma fotografia da jovem e manchas de tinta vermelha. Ele afirmou que a peça representa o crime que ela sofreu e a dor da família. Disse ainda que o luto tem se intensificado e que a família fala constantemente da jovem. Sobre o julgamento, declarou que tenta não criar expectativas, mencionando que o réu já teve outras condenações e respondia em liberdade, enquanto a irmã teve apenas uma chance.

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