Dono de restaurante da Pampulha é preso suspeito de importunação sexual e liberado

Um homem de 47 anos, um dos donos de um restaurante na região da Pampulha, em Belo Horizonte, foi preso em flagrante nesta terça-feira (20) suspeito de importunação sexual contra uma funcionária de 20 anos do estabelecimento. Ele foi liberado pela Justiça nesta quarta-feira (21), após audiência de custódia, com a concessão de liberdade provisória e imposição de medidas cautelares.
Segundo o relato da jovem à polícia, ela trabalha como recreadora infantil no restaurante. Chegou ao local por volta das 10h20 e, após conversar sobre as atividades previstas para o dia, dirigiu-se à sala onde ficam armazenados os materiais de recreação. O homem a acompanhou. No local, ele teria feito perguntas íntimas à funcionária e a tocado de forma inapropriada. A mulher afirmou que se afastou e pediu que ele interrompesse os contatos físicos. De acordo com o registro policial, o suspeito minimizou a situação, dizendo que se tratava de uma "brincadeira".
Prisão em flagrante e versão do suspeito
Após a denúncia, policiais da 3ª Delegacia de Polícia Noroeste foram ao restaurante e abordaram o homem quando ele deixava o estabelecimento. Questionado, ele alegou que manteve contato físico com a funcionária por acreditar que o ato era consentido. O celular dele foi apreendido e ele foi encaminhado ao sistema prisional.
Justiça concede liberdade com medidas cautelares
A Justiça de Minas Gerais concedeu liberdade provisória ao suspeito. O Ministério Público também se manifestou a favor da soltura. O homem é primário e não tinha outro registro de prisão. Ele deverá cumprir medidas cautelares: monitoramento eletrônico, obrigação de não se aproximar da vítima a uma distância mínima de 300 metros, proibição de qualquer contato com ela e recolhimento domiciliar noturno durante os dias úteis, entre 20h e 6h, e em período integral aos sábados, domingos e feriados, pelo prazo de 90 dias. O descumprimento sem justificativa pode levar à decretação de prisão preventiva.
Defesa e restaurante se manifestam
A defesa do empresário negou que ele tenha cometido importunação sexual e afirmou confiar que a apuração dos fatos demonstrará sua inocência. O restaurante informou, em nota, que afastou o colaborador das atividades da empresa assim que tomou conhecimento da suspeita, como medida de prudência até que os fatos sejam esclarecidos. O estabelecimento também manifestou solidariedade à denunciante e colocou-se à disposição das autoridades competentes.
Vítimas de importunação sexual e outros tipos de violência podem solicitar ajuda pelo 180 ou em qualquer delegacia. Em caso de urgência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.
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