Chuva alaga Hospital Júlia Kubitschek, no Barreiro, e atinge laboratório
Forte chuva em BH provocou infiltrações no Hospital Júlia Kubitschek, no Barreiro. Fhemig diz que atendimento não foi afetado e obra do telhado segue.

A forte chuva que atingiu Belo Horizonte neste sábado (3/10) provocou infiltrações e pontos de alagamento no Hospital Júlia Kubitschek, na Região do Barreiro. Água entrou pelo teto em diferentes setores da unidade, incluindo o laboratório e áreas de circulação. Funcionários chegaram a usar lixeiras para tentar conter o volume que caía do teto.
Laboratório e alas G, C e D entre os setores atingidos
Entre os locais afetados estão o laboratório, onde ficam equipamentos e uma bancada com impressora, e áreas das alas G, C e D, que dão acesso a outras salas e são usadas por trabalhadores e pacientes. Segundo relatos de trabalhadores, parte das atividades precisou ser interrompida para retirar equipamentos das áreas molhadas, secar o chão e evitar que a água avançasse. A preocupação inclui o risco de danos a equipamentos e materiais, além de possíveis atrasos na rotina de exames e o risco de quedas nos corredores.
Infiltrações se intensificaram durante obra do telhado
De acordo com trabalhadores, os problemas de infiltração têm sido recorrentes desde o início das obras de substituição do telhado dos hospitais Júlia Kubitschek e Alberto Cavalcanti, iniciadas no fim do ano passado. Os relatos apontam que os episódios se intensificaram nos últimos meses e ganharam força em setembro. O sindicato que representa os trabalhadores afirma ter cobrado providências da administração do hospital por meio de ofícios. Segundo a entidade, as respostas recebidas indicam que medidas estão sendo adotadas, mas os problemas continuam ocorrendo durante as chuvas.
Fhemig diz que atendimento não foi prejudicado
A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), responsável pela unidade, confirmou que o hospital passa por uma obra de grande porte para substituição e reestruturação integral do telhado. A fundação informou que foram identificados pontos de entrada de água no laboratório e em algumas enfermarias, áreas onde a cobertura ainda está em processo de substituição. Segundo a Fhemig, não houve impacto no atendimento e o funcionamento da unidade permanece normal. A fundação afirmou que os leitos das áreas diretamente envolvidas na obra já estavam desocupados justamente para a execução da intervenção, preservando a segurança de usuários e servidores.
Ainda conforme a Fhemig, a empresa responsável pela obra está no hospital desde o início da manhã, em conjunto com as equipes de manutenção, para conter a entrada de água, realizar a limpeza e proteger os ambientes. Os locais atingidos seguem sendo acompanhados.
O volume de chuva registrado na região ajuda a dimensionar o cenário. Até as 18h deste sábado, o Barreiro havia acumulado 38,4 milímetros de chuva nas últimas 12 horas, o maior volume entre as nove regiões monitoradas pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). O índice corresponde a 34,9% da média histórica considerada para o período.
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