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BH reforça plano contra chuvas e registra dois alagamentos nesta segunda

Defesa Civil monitora 48 áreas de risco e orienta moradores durante o período chuvoso; dois pontos de alagamento foram registrados na capital.

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BH reforça plano contra chuvas e registra dois alagamentos nesta segunda
Imagem ilustrativa Na Savassi/IA

A Defesa Civil de Belo Horizonte registrou dois pontos de alagamento na cidade nesta segunda-feira (5), durante as chuvas que atingiram a capital. As ocorrências foram apresentadas em coletiva de imprensa pelo subsecretário de Proteção e Defesa Civil, Elcione Menezes.

Um dos casos aconteceu no viaduto próximo à Rua Jacuí, na Avenida Cristiano Machado, na altura do Bairro da Graça. Segundo Menezes, um morador em situação de rua utilizava uma galeria para guardar seus pertences, e os objetos acabaram obstruindo a rede de drenagem, contribuindo para o alagamento. A equipe de Zeladoria Urbana esteve no local e fez a desobstrução da rede. Não houve ocorrências que exigissem a atuação da Defesa Civil para acolhimento de pessoas desabrigadas.

Monitoramento 24 horas e áreas de risco

A prefeitura mantém um plano de monitoramento e enfrentamento ao período chuvoso, com acompanhamento das chuvas e eventos climáticos 24 horas por dia no Centro de Operações de Belo Horizonte (COP-BH), por equipe de técnicos e especialistas de diferentes áreas. O Grupo Gestor de Riscos, Desastres e Eventos Climáticos Extremos (GGRDECE) monitora os efeitos dos temporais e define respostas para situações como alagamentos, inundações, enxurradas, quedas de árvores e deslizamentos.

Atualmente, a cidade conta com 48 áreas consideradas de risco, monitoradas em tempo real. Nessas regiões estão previstas intervenções para mitigar os efeitos esperados, incluindo serviços de zeladoria urbana, com limpeza contínua de galerias, manutenção e arborização de áreas, além de trabalhos de conscientização da população. Em áreas mais sensíveis, a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) intensifica o monitoramento.

Obras de drenagem em andamento

Grandes obras de drenagem estão sendo retomadas ou executadas em diferentes regiões da capital para aumentar a capacidade de escoamento da água e reduzir o risco de inundações. Entre os principais projetos estão novos reservatórios, ampliação de canais, implantação de redes de drenagem e intervenções em córregos e ribeirões.

Em Venda Nova, dois reservatórios subterrâneos, Vilarinho 2 e Nado 1, terão capacidade para armazenar cerca de 105 milhões de litros de água cada, com investimento previsto de R$ 263 milhões. A licitação para a retomada do Vilarinho 2 já está em andamento; a estrutura tem cerca de 50% de funcionalidade e já conta com contrato para instalação e operação das bombas. O Nado 1 passa por revisão de projeto e deve ter as obras retomadas em 2027.

Na região Nordeste, a primeira etapa das intervenções no Ribeirão Pampulha está em execução, com uma estrutura na Praça das Águas capaz de armazenar aproximadamente 27 milhões de litros. Há previsão de conclusão em 2027. Na Avenida Cristiano Machado, a segunda etapa das obras do Ribeirão Pampulha terá um novo canal sob a pista no sentido Centro-bairro, com investimento de R$ 261 milhões e previsão de conclusão em 2028.

No Tirol, no Barreiro, um novo sistema de drenagem é implantado na Praça Deputado José Raimundo e no entorno. Também estão em licitação as obras do Parque Ciliar do Onça, estimadas em R$ 122,3 milhões, enquanto a requalificação da Avenida Francisco Negrão de Lima, na Pampulha, teve a licitação concluída, com investimento de R$ 35,8 milhões.

Mudanças climáticas e orientações à população

A Defesa Civil lembra que o clima da cidade já vem sofrendo alterações em função do El Niño. Em setembro, eram esperados cerca de 50 milímetros de chuva pela média climatológica da cidade, mas choveu mais de 250 milímetros. O volume é considerado reflexo dessas mudanças, já que BH pode ter tanto episódios de chuva acima da média quanto de seca e calor extremo.

Durante as chuvas, a recomendação é não atravessar ruas alagadas ou com enxurradas e esperar em local seguro até que a água baixe. Os eventos de chuva na capital costumam ser de curta duração, e em cerca de 30 a 40 minutos a cidade pode voltar à normalidade. Para quem precisa se deslocar, a orientação é escolher rotas mais seguras por meio de aplicativos de navegação e evitar vias sujeitas a alagamentos. Quando há bloqueio de uma via por alagamento, o bloqueio também é informado em aplicativo de navegação.

Em casos de vendaval ou granizo, a Defesa Civil recomenda que a população não procure abrigo debaixo de árvores e busque locais com estrutura de alvenaria, como lojas e comércios. Dentro de casa, é indicado fechar portas e janelas e permanecer nos cômodos mais centrais, longe de portas e janelas de vidro.

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Bairros nesta matéria: Graça, Venda Nova

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