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BH reduz desperdício de alimentos com banco de alimentos e restaurantes populares

Prefeitura de BH mantém rede de equipamentos públicos que combate o desperdício de alimentos e amplia o acesso à alimentação de qualidade.

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BH reduz desperdício de alimentos com banco de alimentos e restaurantes populares
Divulgação/PBH

Belo Horizonte mantém uma rede de equipamentos públicos voltada à segurança alimentar e nutricional que inclui banco de alimentos, restaurantes populares e o Sacolão Abastecer, atuando de forma integrada para reduzir o desperdício e ampliar o acesso a alimentos de qualidade. Os dados são da Prefeitura de BH e foram divulgados em 28 de setembro de 2026, véspera do Dia Internacional da Conscientização sobre a Perda e o Desperdício de Alimentos (29/9).

Em 2026, até o mês de agosto, são 40 instituições cadastradas, 324 toneladas de alimentos coletados, cerca de 10 mil pessoas atendidas semanalmente por meio das instituições e 1,7 milhão de refeições complementadas.

Banco de Alimentos recebe produtos fora do padrão de venda

O Banco de Alimentos da PBH recebe produtos considerados fora dos padrões de venda, mas ainda adequados ao consumo humano, e os direciona a instituições socioassistenciais cadastradas, que produzem e distribuem refeições prontas e gratuitas para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Apenas neste mês, até o dia 22, as unidades do Sacolão Abastecer direcionaram ao banco de alimentos 3,5 mil toneladas de hortifrutigranjeiros para reaproveitamento.

Segundo a nutricionista e coordenadora do Banco de Alimentos da PBH, Isabella Sena, a quantidade de alimentos reaproveitada pelo equipamento público é muito significativa. "Nós ajudamos não só a reduzir o desperdício, mas também a garantir uma alimentação equilibrada para muitos que não teriam acesso ao alimento", avalia.

Ela lembra ainda que a política municipal de aproveitamento consciente não se encerra na doação. "Nós direcionamos semanalmente os produtos que não estão em condições de consumo para a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) para que sejam transformados em adubo e utilizados em parques e jardins da cidade. É um ciclo completo do reaproveitamento", conclui Isabella. Este ano, mais de 70 toneladas de restos de alimentos, que possivelmente seriam destinados ao aterro sanitário, foram transformados em adubo.

Atualmente, o Banco de Alimentos de Belo Horizonte conta com 36 doadores fixos e busca ampliar essa rede. Empresas, organizadores de eventos, pessoas físicas, indústrias alimentícias, centrais de distribuição, sacolões, supermercados, produtores e redes varejistas, entre outros, podem participar. Para doar, basta entrar em contato pelo e-mail [email protected].

Restaurantes populares mantêm desperdício abaixo de 5%

Os restaurantes populares adotam controle de produção para diminuir e manter o desperdício abaixo de 5%. Por meio da pesagem diária do que sobra nas bandejas dos usuários, são feitos ajustes no cardápio, observando a aceitação do público aos alimentos. Dentro das cozinhas, cascas e talos, por exemplo, são aproveitados em sopas, farofas e outros preparos, reduzindo a geração de resíduos. Neste ano, somados os restaurantes populares e o refeitório popular, foram 1,5 milhão de refeições servidas. Destas, 449.629 foram destinadas às pessoas em situação de rua.

De acordo com a coordenadora do Restaurante Popular Herbert de Souza, Angela Cristina da Silva, o planejamento é minucioso. "Durante o atendimento são realizadas contagens médias do volume das refeições que serão necessárias até o final da distribuição do almoço. O objetivo é evitar a superprodução de alimentos e consequentemente o desperdício". A coordenadora explica ainda que os alimentos produzidos e não distribuídos são armazenados em câmaras de congelamento, com temperatura monitorada, para posterior utilização, seguindo os protocolos de segurança dos alimentos.

Escolas adotam campanhas educativas sobre consumo consciente

A preocupação com o desperdício também alcança as escolas e unidades parceiras da Educação, no âmbito do Programa Municipal de Alimentação Escolar (Pmae). A conscientização dos estudantes, com a adoção de orientações e boas práticas em todas as etapas da alimentação no ambiente escolar, é uma estratégia de prevenção e redução do desperdício.

Além das medidas operacionais, são promovidas campanhas educativas, envolvendo alunos e profissionais da educação, para estimular o consumo consciente, a valorização dos alimentos e a reflexão sobre os impactos sociais, econômicos e ambientais do desperdício. O objetivo é a formação de hábitos mais sustentáveis dentro e fora da escola.

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