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BH amplia rede pública de saúde com novos leitos, hemodiálise e mamografia digital

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BH amplia rede pública de saúde com novos leitos, hemodiálise e mamografia digital
Imagem ilustrativa Na Savassi/IA

A rede pública de saúde de Belo Horizonte recebeu reforço em duas frentes nesta semana. Nesta sexta-feira (30), foi anunciada a expansão de 250 novos leitos hospitalares e 70 pontos de hemodiálise totalmente dedicados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Já o Hospital Governador Israel Pinheiro (HGIP), do Ipsemg, retomou a oferta de mamografia digital desde a última quinta-feira (26), serviço que a unidade não realizava desde 2019.

Novos leitos e hemodiálise

O anúncio da ampliação do atendimento público foi feito durante visita técnica à Unidade II do Hospital Universitário Ciências Médicas, mantido pela Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma). Atualmente, Belo Horizonte conta com 6.402 leitos SUS e cerca de 500 pontos de hemodiálise, que atendem mais de dois mil pacientes.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Miguel Duarte, a nova estrutura representa mais capacidade para atender pacientes que precisam de internação hospitalar e de hemodiálise, e é importante que essa oferta esteja articulada à organização dos serviços de saúde para garantir acesso ao atendimento. A Feluma mantém outras instituições assistenciais que oferecem atendimento integral pelo SUS em diferentes especialidades. Em 2025, os institutos da fundação registraram mais de 16 mil internações, mais de 10 mil procedimentos cirúrgicos e mais de 11 mil sessões de hemodiálise, além de aproximadamente 490 mil procedimentos.

Mamografia digital volta ao Ipsemg

No HGIP, o Serviço de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (SRDI) recebeu um novo mamógrafo e voltou a realizar mamografias. De acordo com o diretor de Saúde do Ipsemg, Felippe Fagioli, a inauguração do aparelho durante o Outubro Rosa, mês de conscientização sobre o combate ao câncer de mama, tem significado especial.

A mamografia digital é usada no rastreamento do câncer de mama: o aparelho utiliza raios-X para obter imagens detalhadas das mamas e identificar alterações como nódulos, microcalcificações e outras lesões. Os beneficiários do Ipsemg podem solicitar o exame pelo Sistema de Agendamento On-line no site da instituição ou pelo aplicativo, além da Central de Atendimento do LigMinas.

Para realizar o procedimento, é necessário apresentar o cartão do Ipsemg, documento de identificação oficial com foto e pedido médico sem rasuras, com validade de até seis meses. Os valores do serviço seguem as regras de coparticipação estabelecidas para a assistência à saúde.

Recomendação e sinais de alerta

A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda a mamografia de rotina a partir dos 40 anos, com realização anual até os 74. Em caso de histórico familiar importante de câncer de mama ou ovário, ou havendo indicação médica específica, a prevenção pode começar entre os 30 e 35 anos.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), entre 2023 e 2025 foram registrados 73.610 casos de câncer de mama no Brasil, o que representa 30,1% dos cânceres em mulheres. O principal sinal da doença são nódulos palpáveis nas mamas. Outros indícios incluem retrações de pele e do mamilo, saída de secreção aquosa ou sanguinolenta pelo mamilo, vermelhidão na pele da mama, pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço, inversão do mamilo, inchaço e dor local.

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Bairros nesta matéria: Universitário

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